domingo, 10 de março de 2013

Sábado: feito para o homem_Lição_original_1112013_com_textos


Lição 11
9 a 16 de março


Sábado: feito para o homem



Sábado à tarde
Ano Bíblico: Js 5–8
VERSO PARA MEMORIZAR: “O Filho do Homem até do sábado é Senhor” (Mt 12:8, RC).
Leituras da semana: Gn 2:1-3Hb 4:34; Dt 5:12-15Ez 20:12Mc 2:27282Pe 3:3-7
No fim do sexto dia, a criação tinha sido concluída (Gn 2:1, 2). O mundo havia sido transformado em um lugar habitável e tinha sido preenchido com criaturas vivas. Adão e Eva foram criados à imagem de Deus e receberam um bonito e bem suprido jardim para habitar. Eles formaram o primeiro casamento e estabeleceram o primeiro lar. Deus estava satisfeito com o que tinha criado. Outra coisa, no entanto, foi acrescentada a esse paraíso: o sábado (Gn 2:1-3).

Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” (Gênesis 2:1-3 RA)

Gênesis 2 refuta a noção comum de que o sétimo dia é o “sábado judaico”. Por quê? Porque Deus abençoou “o dia sétimo e o santificou” no Éden, antes da queda e certamente antes que qualquer judeu existisse.

Além disso, o sábado é um memorial da criação de toda a humanidade (não apenas dos judeus) e, portanto, toda a humanidade deve desfrutar as bênçãos desse dia.

Nesta semana, estudaremos o ensinamento bíblico sobre esse outro presente dado no Éden.
Domingo
Ano Bíblico: Js 9–13 

A criação e o sábado

Em Êxodo 20:8-11, o quarto mandamento se refere diretamente à semana da criação. Isso é importante porque aponta para o Éden e para um mundo sem pecado, perfeito, que havia acabado de sair das mãos do Criador. “O sábado não é apresentado como uma nova instituição, mas como havendo sido estabelecido na criação. Deve ser lembrado e observado como o memorial da obra do Criador” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 307).

Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Êxodo 20:8-11 RA)
1. Leia Gênesis 2:1-3. Como o sábado está relacionado com a criação? Como esses versos ajudam a reforçar a ideia de que Deus, de fato, criou nosso mundo em seis dias, ao contrário das longas eras sugeridas pela evolução teísta?

Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera.” (Gênesis 2:1-3 RA)

Nesses três versos, é importante notar que se faz referência ao sétimo dia cinco vezes: em três delas ele é chamado especificamente o “sétimo dia”. Em duas vezes o dia é mencionado com os pronomes “ele” ou “esse”. Nesses versos, não resta nenhuma ambiguidade sobre o dia nem sobre o assunto específico mencionado, isto é, os seis dias da criação precederam o sétimo dia.
2. Leia Hebreus 4:34. A qual evento o autor de Hebreus aponta em sua explanação sobre o descanso? Por que isso é importante?

Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo. Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera.” (Hebreus 4:3-4 RA)

Essa é uma clara referência do Novo Testamento ao relato da criação em Gênesis, e provê evidência adicional para a verdade histórica da criação em seis dias, seguida por um dia de descanso.

Hoje, muitos resistem à ideia de que a criação tenha ocorrido em seis dias. Exigem provas científicas de que o relato é verdadeiro. Mas a própria ciência tem muitas coisas indefinidas, incertezas e pressupostos. Além disso, haveria alguma forma de provar uma criação em seis dias literais?

Deus “não removeu a possibilidade da dúvida. A fé deve repousar sobre a evidência e não sobre a demonstração. Os que desejam duvidar terão oportunidade para isso. Aqueles, porém, que desejarem conhecer a verdade, encontrarão terreno amplo para a fé” (Ellen G. White, Educação, p. 169).
Quais são as suas razões para a fé? Por que elas superam todas as razões para a dúvida?
Segunda
Ano Bíblico: Js 14–17 

O rico significado do descanso sabático

3. Leia Deuteronômio 5:12-15. Em que aspecto a ênfase do mandamento do sábado aqui difere da ênfase de Êxodo 20:8-11?

Guarda o dia de sábado, para o santificar, como te ordenou o SENHOR, teu Deus. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro das tuas portas para dentro, para que o teu servo e a tua serva descansem como tu; porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito e que o SENHOR, teu Deus, te tirou dali com mão poderosa e braço estendido; pelo que o SENHOR, teu Deus, te ordenou que guardasses o dia de sábado.” (Deuteronômio 5:12-15 RA)

Naquela ocasião, Moisés lembrou aos israelitas que eles deveriam guardar o sábado porque Deus os tinha livrado do Egito. O texto não diz nada sobre os seis dias da criação nem sobre o sábado sendo o descanso de Deus. Em vez disso, a ênfase está na salvação, libertação e na redenção; nesse caso, redenção do cativeiro egípcio, que é símbolo da verdadeira redenção que temos em Jesus (1Co 10:1-3).

Ora, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido todos batizados, assim na nuvem como no mar, com respeito a Moisés. Todos eles comeram de um só manjar espiritual” (1 Coríntios 10:1-3 RA)

Em outras palavras, não há conflito entre os textos, nenhuma justificativa para tentar usar uma passagem para negar a verdade da outra. Moisés estava mostrando que as pessoas pertencem ao Senhor, em primeiro lugar pela criação, e, em seguida, pela redenção.
4. Leia Ezequiel 20:12 e Êxodo 31:13. Que outra razão temos para observar o sábado?

Também lhes dei os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles, para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica.” (Ezequiel 20:12 RA)

Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica.” (Êxodo 31:13 RA)

As passagens que mencionam a santificação nos lembram de que só Deus pode nos tornar santos. Somente o Criador pode criar um novo coração dentro de nós.

Considere três razões para a observância do sábado e como elas estão relacionadas. Primeira: guardamos o sábado em reconhecimento do fato de que Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Segunda: observamos o sábado porque Deus é Aquele que nos redimiu e nos salvou em Cristo. Terceira: guardamos o sábado porque Ele é o único que nos santifica, o que ocorre apenas pelo poder criador de Deus (
Sl 51:102Co 5:17).

Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável.” (Salmos 51:10 RA)

E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:17 RA)

Portanto, as teorias que negam a criação em seis dias tendem a diminuir a graça de Deus e aumentar o valor de nossos próprios esforços a fim de nos tornarmos bons o suficiente para obter a salvação. A história da criação nos lembra da nossa total dependência da graça e do sacrifício de Cristo em nosso lugar.
Como o sábado nos ajuda a entender melhor nossa absoluta necessidade da graça de Deus para tudo na vida? Como esse conhecimento deve influenciar nossa maneira de viver?
Terça
Ano Bíblico: Js 18–21 

 

Jesus e o sábado

5. Leia Marcos 2:2728. Que verdade fundamental sobre o sábado Jesus revelou? Como podemos aplicar esse princípio à nossa experiência com o sábado?

E acrescentou: O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado;de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado.” (Marcos 2:27-28 RA)

Jesus e Seus discípulos tinham acabado de passar por um campo de cereais. Os discípulos, com fome, tinham apanhado algumas espigas para comer. O ato de colher o cereal enquanto a pessoa estivesse passando por um campo não era problema, visto que as regras da sociedade permitiam isso. A alimentação é uma necessidade, e era perfeitamente aceitável que os discípulos saciassem a fome comendo o que encontrassem enquanto caminhavam. O problema era que os líderes religiosos consideravam mais importantes do que as necessidades humanas as regras inventadas por eles mesmos para a observância do sábado. Esse era um ponto permanente de controvérsia entre Cristo e os fariseus. A resposta de Jesus indica que as prioridades deles estavam erradas. O sábado deve ser um dia de bênção para o ser humano e não ser usado como desculpa para prolongar o sofrimento.
6. Que outra atividade Jesus fez no sábado, apesar da controvérsia que isso gerou? Mt 12:9-13Lc 13:10-17;Jo 5:1-17

Tendo Jesus partido dali, entrou na sinagoga deles. Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida; e eles, então, com o intuito de acusá-lo, perguntaram a Jesus: É lícito curar no sábado? Ao que lhes respondeu: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali? Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito, nos sábados, fazer o bem. Então, disse ao homem: Estende a mão. Estendeu-a, e ela ficou sã como a outra.” (Mateus 12:9-13 RA)

Ora, ensinava Jesus no sábado numa das sinagogas. E veio ali uma mulher possessa de um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; andava ela encurvada, sem de modo algum poder endireitar-se. Vendo-a Jesus, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; e, impondo-lhe as mãos, ela imediatamente se endireitou e dava glória a Deus. O chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias para serdes curados e não no sábado. Disse-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas, cada um de vós não desprende da manjedoura, no sábado, o seu boi ou o seu jumento, para levá-lo a beber? Por que motivo não se devia livrar deste cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos? Tendo ele dito estas palavras, todos os seus adversários se envergonharam. Entretanto, o povo se alegrava por todos os gloriosos feitos que Jesus realizava.” (Lucas 13:10-17 RA)

Passadas estas coisas, havia uma festa dos judeus, e Jesus subiu para Jerusalém. Ora, existe ali, junto à Porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, o qual tem cinco pavilhões. Nestes, jazia uma multidão de enfermos, cegos, coxos, paralíticos [esperando que se movesse a água. Porquanto um anjo descia em certo tempo, agitando-a; e o primeiro que entrava no tanque, uma vez agitada a água, sarava de qualquer doença que tivesse]. Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. Jesus, vendo-o deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, perguntou-lhe: Queres ser curado? Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. Então, lhe disse Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. Imediatamente, o homem se viu curado e, tomando o leito, pôs-se a andar. E aquele dia era sábado. Por isso, disseram os judeus ao que fora curado: Hoje é sábado, e não te é lícito carregar o leito. Ao que ele lhes respondeu: O mesmo que me curou me disse: Toma o teu leito e anda. Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda? Mas o que fora curado não sabia quem era; porque Jesus se havia retirado, por haver muita gente naquele lugar. Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Olha que já estás curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior. O homem retirou-se e disse aos judeus que fora Jesus quem o havia curado. E os judeus perseguiam Jesus, porque fazia estas coisas no sábado. Mas ele lhes disse: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.” (João 5:1-17 RA)

A questão da validade do sábado não surgiu em nenhuma das controvérsias registradas nos evangelhos sobre esse dia. Ao contrário, o assunto era como o sétimo dia devia ser guardado e não se devia ser abolido ou substituído.

O exemplo de Jesus mostra não apenas que o sábado continua sendo algo que deve ser observado, mas também mostra como deve ser observado. E uma coisa que podemos ver claramente a partir de Seu exemplo é que o trabalho feito no sábado para ajudar a abrandar o sofrimento humano não é transgressão do sábado. Ao contrário, o exemplo de Jesus mostra que fazer o bem ao semelhante é exatamente a maneira de guardar o sábado.
De que maneira sua observância do sábado poderia refletir melhor os princípios observados no exemplo de Jesus?
Quarta
Ano Bíblico: Js 22–24 

O sábado e os últimos dias

7. Leia 2 Pedro 3:3-7. Compare a descrição dos escarnecedores dos últimos dias com nossa sociedade contemporânea. O que os escarnecedores negam e por quê?

tendo em conta, antes de tudo, que, nos últimos dias, virão escarnecedores com os seus escárnios, andando segundo as próprias paixões e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque, desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Porque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo, houve céus bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus, pela qual veio a perecer o mundo daquele tempo, afogado em água. Ora, os céus que agora existem e a terra, pela mesma palavra, têm sido entesourados para fogo, estando reservados para o Dia do Juízo e destruição dos homens ímpios.” (2 Pedro 3:3-7 RA)

Os escarnecedores afirmam que a natureza tem continuado a existir sem interrupção, uma alegação conhecida entre os cientistas como “uniformismo”. Isso é equivalente a negar que os milagres acontecem. Essa afirmação é usada para negar que o Senhor virá como prometeu.

Observe, porém, como Pedro ligou a negação da segunda vinda de Cristo com a negação dos relatos da criação e do Dilúvio. A rejeição de um leva à rejeição dos outros!
8. Leia Apocalipse 14:67. Em meio às dúvidas e objeções dos escarnecedores, que mensagem será proclamada com poder celestial?

Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:6-7 RA)

Os escarnecedores estão errados. Vivemos sob o juízo pré-advento e somos chamados a adorar “Aquele que fez o céu e a Terra, e o mar” e tudo o mais. Essa é a linguagem da criação. O texto faz alusão a Êxodo 20:11 e aponta a importância da criação e do sábado no fim dos tempos. Visto que o sábado simboliza a história bíblica da criação e redenção, a rejeição da história da criação leva à rejeição do sábado e ao estabelecimento de um substituto de origem humana. O resultado, indicado em Apocalipse 14:8-10, é a fornicação espiritual e separação de Deus.

porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” (Êxodo 20:11 RA)

Seguiu-se outro anjo, o segundo, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição. Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz: Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro.” (Apocalipse 14:8-10 RA)

Deus está chamando pessoas para adorá-Lo como Criador e em nenhum lugar da Bíblia encontramos algo como o sábado, que aponte tão plenamente para Ele como Criador. Não é de admirar que vejamos o sábado, o sinal original de Deus como Criador, como sendo fundamental nos últimos dias.
Como a rejeição de uma criação em seis dias literais enfraquece a importância do sábado? Nesse caso, por que deveríamos ser fiéis quando surgir a perseguição?
Quinta
Ano Bíblico: Jz 1–3 


Um salmo para o sábado

9. Leia o Salmo 92. Com base nesse texto, como deve ser a experiência da guarda do sábado? Por que, ao pensarmos no Senhor, devemos expressar o tipo de alegria revelada nesse salmo?

Bom é render graças ao SENHOR e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a tua misericórdia e, durante as noites, a tua fidelidade, com instrumentos de dez cordas, com saltério e com a solenidade da harpa. Pois me alegraste, SENHOR, com os teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos. Quão grandes, SENHOR, são as tuas obras! Os teus pensamentos, que profundos! O inepto não compreende, e o estulto não percebe isto: ainda que os ímpios brotam como a erva, e florescem todos os que praticam a iniquidade, nada obstante, serão destruídos para sempre; tu, porém, SENHOR, és o Altíssimo eternamente. Eis que os teus inimigos, SENHOR, eis que os teus inimigos perecerão; serão dispersos todos os que praticam a iniquidade. Porém tu exaltas o meu poder como o do boi selvagem; derramas sobre mim o óleo fresco. Os meus olhos veem com alegria os inimigos que me espreitam, e os meus ouvidos se satisfazem em ouvir dos malfeitores que contra mim se levantam. O justo florescerá como a palmeira, crescerá como o cedro no Líbano. Plantados na Casa do SENHOR, florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor, para anunciar que o SENHOR é reto. Ele é a minha rocha, e nele não há injustiça.” (Salmos 92:1-15 RA)

Obviamente, o salmista conhecia o Senhor, sabia como era Ele, o que tinha feito e sabia o que o Senhor faria no futuro. Por essas razões ele expressa sua alegria.

Considere, também, os temas profundos expressos nesse “salmo para o dia de sábado”.

Em primeiro lugar, há louvor e gratidão a Deus por Sua bondade e fidelidade. Além disso, qualquer “salmo para o sábado” incluiria, obviamente, o reconhecimento de Deus como Criador, o que também vemos aqui.

Perceba igualmente aqui o tema do juízo. Na Bíblia, o juízo de Deus não é apenas contra os ímpios, mas também em favor dos justos (
Dn 7:20-28). Esses dois aspectos do juízo também são revelados nesse salmo. Mesmo que não vejamos essas promessas cumpridas agora, temos a promessa de que esse juízo ocorrerá no fim dos tempos, quando Deus fará novas todas as coisas (Ap 21:5).

e também a respeito dos dez chifres que tinha na cabeça e do outro que subiu, diante do qual caíram três, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência e parecia mais robusto do que os seus companheiros. Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles, até que veio o Ancião de Dias e fez justiça aos santos do Altíssimo; e veio o tempo em que os santos possuíram o reino. Então, ele disse: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; e devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços. Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Mas, depois, se assentará o tribunal para lhe tirar o domínio, para o destruir e o consumir até ao fim. O reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo; o seu reino será reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão. Aqui, terminou o assunto. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me perturbaram, e o meu rosto se empalideceu; mas guardei estas coisas no coração.” (Daniel 7:20-28 RA)

E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.” (Apocalipse 21:5 RA)

Se não encontrarmos nada mais nesse salmo, devemos entender que o sábado é um tempo para se deleitar no Senhor, alegrar-se nEle, em tudo que Ele fez e ainda promete fazer por nós. O tom do salmo é de alegria, louvor e felicidade, não por causa de algo que o salmista tivesse feito, mas apenas por causa de tudo que o Senhor havia feito e prometia fazer.

Recebemos um presente muito especial: a sétima parte da nossa vida, separada a cada semana para descansarmos e nos alegrarmos nas obras do Senhor por nós, livres da correria e do estresse da existência terrena.
Como você pode aprender a se alegrar no sábado? Se você não está tendo essa experiência, qual é a razão?
Sexta
Ano Bíblico: Jz 4, 5

Estudo adicional

Deus criou o homem à Sua própria imagem. Não há aqui mistério. Não há lugar para a suposição de que o homem evoluiu, por meio de morosos graus de desenvolvimento, das formas inferiores da vida animal ou vegetal. Tal ensino rebaixa a grande obra do Criador ao nível das concepções estreitas e terrenas do homem. Os seres humanos são tão persistentes em excluir a Deus da soberania do Universo, que degradam ao homem e o despojam da dignidade de sua origem. […] A genealogia da humanidade, conforme é dada pela inspiração, remonta sua origem não a uma linhagem de micróbios, moluscos e quadrúpedes que se desenvolveram, mas ao grande Criador”. (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 45).
Perguntas para reflexão

1. Por que a conexão entre o sábado e a criação é tão significativa nesses últimos dias? Como essa verdade é expressa em Apocalipse 14:67? A convicção a respeito da criação divina pode nos ajudar a observar o sábado com mais firmeza?

Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:6-7 RA)

2. Quase na mesma época que Charles Darwin começou a promover sua teoria da evolução, Deus levantou uma igreja que manteve o sábado como crença distintiva. Mais ainda, Ele levantou essa igreja para proclamar as três mensagens angélicas de Apocalipse 14, que nos convidam especificamente a adorar Aquele que criou os céus e a Terra. O que, então, poderia ser mais trágico, ou mais profundo afastamento da fé, do que os professos membros da igreja argumentarem em favor da evolução?

3. Nos últimos anos, a ciência revelou uma complexidade na vida que confunde a mente. Sabemos agora que, mesmo a mais “simples” célula é mais complicada e mais intrincada do que Darwin provavelmente jamais imaginou.
Considere isto: muitos cientistas acreditam que a vida surgiu por acaso. No entanto, quanto mais complexidade a ciência encontra na vida, menos provável se torna que o acaso possa ter feito isso. Ou seja, quanto mais a ciência revela sobre a complexidade da vida, menos provável se torna a grande teoria da ciência sobre a origem da vida, a evolução ateísta. Comente esse assunto com a classe.
Respostas sugestivas: Respostas sugestivas: 1. No sábado a criação foi concluída. A obra de Deus nesse dia foi descansar, abençoar e santificar o tempo semanal de comunhão entre seres humanos e Deus, para que a humanidade se lembrasse do Criador. 2. O descanso de Deus no sétimo dia, após a conclusão das obras da criação do mundo. 3. Deuteronômio destaca a libertação da escravidão egípcia como razão para a observância do sábado. Êxodo enfatiza a criação. 4. O sábado é um sinal entre Deus e o povo que Ele santifica. 5. O sábado foi feito para o homem. É uma bênção concedida pelo Senhor. 6. Jesus curou o homem da mão ressequida, curou a mulher encurvada e o paralítico junto ao tanque de Betesda. 7. Andam segundo as próprias paixões. Por isso, rejeitam a promessa da segunda vinda de Jesus e duvidam da criação divina. Não aceitam a verdade porque não querem compromisso com Deus. 8. O evangelho eterno, que nos convida a temer a Deus e Lhe dar glória, pois é chegada a hora do Seu juízo, e a adorar o Criador. 9. Uma experiência de alegria e gratidão pelas obras de Deus e de confiança na proteção do Senhor. Devemos ser alegres por causa da bondade e justiça de Deus.

Resumo da Lição 11

Sábado: feito para o homem


Textos-chaves: Gênesis 2:1-3
O aluno deverá...
Reconhecer: Que o sábado foi dado à humanidade antes da queda como um meio de revigorar o relacionamento da humanidade com Deus a cada semana.
Sentir: A importância de reconhecer e proteger os direitos dos outros para a experiência do sábado.
Fazer: Guardar o sábado com gratidão, de uma forma que revigore o relacionamento com Deus e evite privar os outros dessa experiência.

Esboço
I. Saber: Deus e o sábado
A. Por que Adão e Eva necessitavam do sábado em um mundo não caído?
B. Como a guarda do sábado revela o propósito de Deus para a nossa vida?

II. Sentir: A dádiva do sábado
A. O quarto mandamento identifica uma lista de criaturas sobre as quais temos o poder de privar do descanso sabático. Por que é importante sentir a necessidade de proteger o repouso sabático dessas criaturas?
B. Fomos feitos para a comunhão íntima com Deus. Como a observância do sábado pode fortalecer o seu desejo de aprofundar a sua comunhão com o Criador?

III. Fazer: Santificando o sétimo dia
A. Como o sábado revigora o nosso relacionamento com Deus?
B. Como podemos usar a nossa influência para proteger o acesso dos outros ao descanso do sábado?

Resumo: O sábado foi dado antes da queda como uma ferramenta para ajudar os seres humanos a se lembrarem de quem eles são: criaturas finitas sob a soberania de um Deus infinito. O sábado, portanto, foi dado como uma ferramenta para revigorar o relacionamento com Deus. Como tal, o sábado mostra que Deus nos fez para ser mais do que meros produtores de produtos e serviços. Fomos feitos para ter um relacionamento íntimo com Deus. Além disso, em um mundo pecaminoso, temos o poder de privar os outros dessa experiência revigorante, ao fazer com que eles continuem a produzir produtos e serviços para nós no sábado. O quarto mandamento nos chama a exercer o auto-domínio e a usar o nosso poder para proteger o acesso dos outros ao descanso do sábado.


Ciclo do aprendizado


Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: A criação e o sábado estão intimamente ligados. A negação da criação tende a levar à negação de outras verdades bíblicas, como o sábado, o Dilúvio, a segunda vinda de Cristo, o novo céu e a nova Terra.

Só para o professor: Ajude a classe a perceber que o ensino da criação está intimamente ligado ao restante da teologia bíblica. Mude sua visão da criação, e você será forçado a mudar outras coisas para manter a consistência lógica.
Nossa lição menciona o fato de que Pedro conecta a negação da criação à negação do Dilúvio e de outros ensinamentos bíblicos. Pedro pode ter sido uma testemunha antiga de tais fenômenos, mas o mesmo padrão também está vivo e intenso atualmente. teólogos do processo, teólogos evolucionistas e outros negam a criação em seis dias de Gênesis 1 como história factual. Alguns desses teólogos também negam a segunda vinda de Jesus, os novos céus e a nova Terra, e outras coisas. Para eles, a ciência moderna tem rejeitado as Escrituras como sendo meras fábulas. Uma vez que a fé na autoridade das Escrituras diminui, a religião se torna uma coleção de ideias religiosas humanamente construídas, nada mais.

A criação, portanto, funciona como um teste decisivo da nossa visão acerca das Escrituras e de sua autoridade. Se a pessoa julga que a Bíblia está errada sobre as origens, é mais provável que ela questione outras histórias miraculosas, como o Dilúvio, a ressurreição de Jesus, ou conceitos como o sábado. A questão central não é a criação em si, mas o impacto da negação de Gênesis 1 sobre a autoridade bíblica.
Pergunta de abertura: Uma pessoa com uma fé humanamente construída aborda as Escrituras de modo diferente daquele que considera as Escrituras a Palavra autorizada de Deus? Como você pode perceber se a sua fé é humanamente construída ou baseada na Bíblia?

Compreensão
Só para o professor: O sábado é mais do que um dia de descanso. Deus nos fez para ser mais do que apenas produtores de bens e serviços para Ele. O sábado é um dia para renovar nosso relacionamento com Deus.

Comentário Bíblico


As dimensões mais profundas da guarda do sábado
(Recapitule com a classe Gn 2:1-3.)

Ao redor de um campus de universidade adventista do sétimo dia não é incomum ver regularmente carros com adesivos que dizem: "O sétimo dia é o sábado, e Deus nunca o mudou." Essa afirmação sugere uma pergunta: É possível que os adventistas do sétimo dia se concentrem tanto em qual é o dia do sábado que ignorem as dimensões mais profundas da guarda do sábado? Além disso, não é raro ouvir a explicação de que o sábado aumenta a produtividade humana. Ao descansar um dia, podemos produzir mais durante os seis dias seguintes. Mas o sábado é apenas um dia de descanso, permitindo que nos destruamos com excesso de trabalho durante os outros seis dias? Se esse fosse o caso, por que o sábado teria sido necessário no Éden antes da queda, no qual o cansaço não era, presumivelmente, um fator significativo? Por que a humanidade sem pecado precisava do sábado? Várias razões podem ser citadas.

Em primeiro lugar, Adão e Eva tinham tarefas a fazer no jardim. Porém, Deus ordenou que eles não fizessem essas tarefas no sábado. Essa proibição sugere que Deus fez a humanidade não apenas para a produção de bens e serviços. Comunhão íntima com Deus era uma prioridade maior do que simplesmente a produção eficiente. O amor de Deus por nós não está fundamentado naquilo que produzimos para Ele. Em vez disso, Seu amor estende um convite para uma amizade especial e pessoal com Ele. Além disso, parece que até mesmo Adão e Eva poderiam ficar tão absorvidos nas tarefas relacionadas a servir e proteger o jardim que esquecessem a soberania do Senhor sobre eles.

Assim, mesmo antes da queda, o sábado provia um tempo para revigorar a orientação para o relacionamento com Deus, fazendo a pessoa lembrar de que ela era uma criatura finita sob as ordens de um Deus soberano e também misericordioso. Seja antes da queda ou depois dela, essa renovação das forças é uma função vital do sábado.

Em segundo lugar, Adão e Eva tiveram que aceitar o sábado de acordo com os termos e o tempo divinos, reconhecendo assim Seu direito de fazer reivindicações nesse aspecto. Para Adão e Eva, o sábado foi o seu primeiro dia inteiro de existência. Eles não tinham como saber quanto tempo havia ocorrido antes que obtivessem consciência. O senso comum pode ter sugerido a eles que o ecossistema perfeitamente desenvolvido que contemplavam não poderia ter surgido poucos dias antes. A única maneira pela qual eles podem ter sido informados sobre o que realmente havia acontecido é que Deus deve ter revelado a eles a natureza dos dias anteriores da criação. Pela fé, eles tinham que aceitar que o sábado era de fato o sétimo dia da história da Terra e se submeter a um ciclo semanal ordenado por Deus. Assim, a guarda do sábado é um ato de fé, que aceita o calendário divino e reconhece o Seu direito de organizar o nosso tempo e adoração. O sábado, portanto, ajuda a destacar e reverter o problema de Eva: ela esqueceu quem ela era e tentou se tornar igual ao Criador. O sábado nos mostra que Deus nos fez não apenas para ser benefícios utilitários para Si mesmo. O dia do Senhor foi criado para promover uma comunhão íntima entre Deus e a humanidade.

Pense nisto: Além da diferença entre os dias, qual é a diferença entre a observância do sábado e a forma pela qual as pessoas observam o domingo? Como essas diferenças beneficiam a vida espiritual?

Aplicação
Só para o professor: Aqueles que contratamos e empregamos têm direito ao descanso sabático. Deus tem direito à sua observância do sábado. Nós temos o poder de privar as pessoas do seu direito ao descanso sabático e também de privar Deus de Seu direito.
Perguntas para testemunho:
1. Você vê as pessoas como ferramentas utilitárias criadas para produzir produtos e serviços para você mesmo, ou as vê como tendo sido criadas para algo mais? Como essa perspectiva afetará sua maneira de tratar os outros?
2. A quem você pode explorar e dominar? Como os princípios da criação e o sábado influenciam sua maneira de exercer esse poder?
3. Como Isaías 58:1-12 está relacionado aos versos 13 e 14 do mesmo capítulo?

Criatividade
Só para o professor: As duas versões do quarto mandamento mostram que o sábado celebra o poder criador e o poder redentor.
Atividade para discussão:
1. Qual é a relação entre o poder criador e o poder redentor?
2. Se Deus tivesse criado através de processos evolutivos, como isso teria afetado nossa compreensão da relação entre poder criador e poder redentor? O que poderia mudar em nossa compreensão do novo nascimento e da renovação espiritual?
3. Qual é a diferença entre os princípios cristãos do crescimento e desenvolvimento do caráter e os processos da evolução? Por que o crescimento cristão não é simplesmente uma forma de evolução?

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