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2 a 9 de março
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Mordomia cristã e o ambiente
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Sábado
à tarde
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Ano
Bíblico: Dt 18–20
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VERSO
PARA MEMORIZAR: “Deus
os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a
Terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos
céus e sobre todo animal que rasteja pela Terra” (Gn 1:28).
O
mundo em que vivemos é um presente de amor do Deus Criador,
“[d]Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das
águas” (Ap 14:7). Dentro dessa criação Ele colocou os
seres humanos, ligados intencionalmente em relacionamento com Ele,
com outras pessoas e com o mundo ao redor. Portanto, como adventistas
do sétimo dia, consideramos que a preservação e cuidado do meio
ambiente estão intimamente relacionados com nosso serviço para Ele.
“Visto que a pobreza humana e a degradação ambiental estão inter-relacionadas, comprometemo-nos a melhorar a qualidade de vida de todas as pessoas. Nosso objetivo é o desenvolvimento sustentável dos recursos, enquanto atendemos às necessidades humanas. [...]
“Nesse compromisso, confirmamos nossa condição de mordomos da criação de Deus e cremos que a total restauração será alcançada somente quando Deus fizer novas todas as coisas” (Extraído de “Cuidando da Criação, uma Declaração da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia sobre o Meio Ambiente”, votada em 12 de outubro de 1992).
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Ano
Bíblico: Dt 21–23
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Domínio outorgado no princípio
De
acordo com Gênesis
1:26,
o domínio de Adão se estendeu a todos os outros seres criados, no
mar, na terra e no ar. O domínio inclui a ideia de governar ou ter
poder sobre essas criaturas. Nada é dito a respeito do domínio
sobre as forças da natureza em si, mas apenas sobre as criaturas. E,
de acordo com o texto, essa regra era universal: Adão devia ser,
essencialmente, o governante da Terra.
“Também
disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves
dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre
todos os répteis que rastejam pela terra.” (Gênesis 1:26 RA)
1.
Qual foi a resposta de Davi para a honra que Deus deu aos seres
humanos? O que significam a “honra e glória” que nos foram
dadas, especialmente no contexto dos seres humanos recebendo o
domínio sobre a Terra? Sl
8
“Ó
SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!
Pois expuseste nos céus a tua majestade. Da boca de pequeninos e
crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários,
para fazeres emudecer o inimigo e o vingador. Quando contemplo os
teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que
estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres E o filho do
homem, que o visites? Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do
que Deus e de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre
as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste: ovelhas e
bois, todos, e também os animais do campo; as aves do céu, e os
peixes do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares. Ó SENHOR,
Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome!”
(Salmos 8:1-9 RA)
De
acordo com Gênesis
2:19,
uma das primeiras tarefas de Adão foi dar nome aos animais. Nomes
tinham grande significado nos tempos bíblicos. O nome representava a
própria pessoa e, muitas vezes, a situação da pessoa. A autoridade
para dar nomes às aves e animais foi a confirmação da posição de
Adão como governante sobre os animais.
“Havendo,
pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e
todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes
chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse
seria o nome deles.” (Gênesis 2:19 RA)
“Tomou,
pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o
cultivar e o guardar.” (Gênesis 2:15 RA)
Adão
foi incumbido de cuidar do jardim, administrá-lo e atender às suas
necessidades. A raiz hebraica, smr, traduzida ali como “guardar”,
geralmente significa “zelar” ou “proteger”. O jardim foi um
presente para Adão, uma expressão do amor de Deus. Adão também
recebeu a responsabilidade sobre ele, outro exemplo do domínio que
lhe foi conferido no momento da criação.
Como
nossa compreensão de Deus como Criador, ou ainda mais
especificamente, nossa compreensão da história da criação, deve
influenciar nossa maneira de tratar o meio ambiente? Por que a
compreensão dessas coisas deve nos proteger da indiferença
grosseira ou, ao contrário, da devoção fanática para com o meio
ambiente?
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Ano
Bíblico: Dt 24, 25
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Cuidando de outras criaturas
3.
“Todos
os animais da floresta são Meus, como são as cabeças de gado aos
milhares nas colinas” (Sl
50: 10,
NVI).
Está o tema da mordomia da Terra implícito nesse texto?
4.
Leia Apocalipse
4:11.
Qual é a diferença radical entre esse texto e as noções comuns
dos ateus acerca de uma criação sem um criador, que surgiu
unicamente pelo acaso?
“Tu
és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o
poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua
vontade vieram a existir e foram criadas.” (Apocalipse 4:11 RA)
A
criação dos animais não foi um acidente nem uma ideia posterior.
Deus os criou propositalmente. Era Sua vontade que eles existissem, e
esse princípio deve orientar nossa maneira de tratá-los (veja
também Êx
23:5, 12; Pv
12:10; Lc
14:5).
“Se vires prostrado debaixo da sua carga o jumento daquele que te aborrece, não o abandonarás, mas ajudá-lo-ás a erguê-lo.” (Êxodo 23:5 RA)
“Seis
dias farás a tua obra, mas, ao sétimo dia, descansarás; para que
descanse o teu boi e o teu jumento; e para que tome alento o filho da
tua serva e o forasteiro.” (Êxodo 23:12 RA)
“O
justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos
perversos é cruel.” (Provérbios 12:10 RA)
“A
seguir, lhes perguntou: Qual de vós, se o filho ou o boi cair num
poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado?” (Lucas 14:5
RA)
Na
verdade, a crueldade para com os animais e a indiferença em relação
ao seu sofrimento são amplamente reconhecidas como sintomas de
transtornos de personalidade. Muitas organizações foram criadas
para promover o bom tratamento dos animais, e com razão.
No entanto, ao mesmo tempo, algumas pessoas têm chegado a afirmar que os seres humanos não são intrinsecamente mais importantes do que os animais. Assim, os seres humanos não deveriam receber tratamento preferencial. Em muitos aspectos, isso é uma linha de pensamento que flui logicamente a partir de um modelo evolucionista das origens humanas. Afinal, se nós e os animais somos separados apenas pelo tempo e pelo acaso, por que deveríamos ser mais especiais do que eles? Um filósofo chegou a argumentar que uma galinha, ou mesmo um peixe, tem mais “personalidade” do que um feto no ventre ou até mesmo do que uma criança recém-nascida. Por mais ridículas que essas ideias possam parecer, elas podem ser derivadas, com uma quantidade razoável de lógica, de um modelo ateísta evolucionista das origens humanas.
Essas ideias não são apoiadas nas Escrituras. Os seres humanos têm uma posição especial no plano de Deus, em contraste com a dos animais (veja Gn 3:21; Êx 29:38; Lv 11:3).
“Fez
o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os
vestiu.” (Gênesis 3:21 RA)
“Isto
é o que oferecerás sobre o altar: dois cordeiros de um ano, cada
dia, continuamente.” (Êxodo 29:38 RA)
“todo
o que tem unhas fendidas, e o casco se divide em dois, e rumina,
entre os animais, esse comereis.” (Levítico 11:3 RA)
Imagine
que você é um evolucionista ateu. Pense nas razões pelas quais
acha que os animais devem ser tratados da mesma forma que os seres
humanos. O que isso diz sobre a importância dos nossos pressupostos
para determinar o resultado do nosso pensamento?
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Ano
Bíblico: Dt 26–28
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O
sábado e o meio ambiente
Como
vimos, o conceito de mordomia, no contexto da nossa maneira de cuidar
do planeta, está diretamente ligado à criação. Nossos pontos de
vista sobre a criação influenciam nossas opiniões sobre a forma
pela qual devemos nos relacionar com a criação.
Para alguns, a criação deve ser explorada, usada, e até mesmo saqueada, em qualquer grau necessário para cumprir nossos desejos e necessidades. Outros, ao contrário, quase adoram a criação (Rm 1:25). Então, é a visão bíblica que deve nos dar uma perspectiva equilibrada sobre a forma com que devemos nos relacionar com o mundo que o Senhor criou para nós.
“pois
eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a
criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!”
(Romanos 1:25 RA)
“Lembra-te
do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás
toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus;
não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua
filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o
forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o
SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo
dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o
santificou.” (Êxodo 20:8-11 RA)
“Deus
separou o sábado como memorial e lembrança perpétua de Seu ato
criador e do estabelecimento do mundo. Ao descansar nesse dia, os
adventistas do sétimo dia reforçam o sentido especial de
relacionamento com o Criador e Sua criação. A observância do
sábado destaca a importância da nossa integração com o meio
ambiente como um todo” (Extraído de “Cuidando da Criação, uma
Declaração da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
sobre o Meio Ambiente”, votada em 12 de outubro de 1992).
Ao apontar o fato de que Deus nos criou e o mundo em que habitamos, o sábado é um lembrete constante de que não somos criaturas totalmente autônomas, que podem fazer tudo o que desejam aos outros e ao mundo. O sábado deve nos ensinar que somos, de fato, mordomos, e que a mordomia implica responsabilidades. E, como podemos ver no próprio mandamento, a responsabilidade se estende à nossa maneira de tratar os que estão “abaixo” de nós.
Como
você trata as outras pessoas, especialmente as que estão sob seu
comando? Você está tratando-as com respeito, justiça e graça? Ou
está tirando vantagem do poder que você tem sobre elas? Se for o
último caso, lembre-se: um dia você terá que responder por suas
ações.
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Ano
Bíblico: Dt 29–31
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Mordomos da saúde
Como
vimos ao longo deste trimestre, a criação original de Deus era
“muito boa”. Tudo e todos saíram das mãos do Criador em estado
de perfeição. Não havia doença, sofrimento nem morte. Ao
contrário do modelo evolutivo, no qual a doença, o sofrimento e a
morte são parte dos meios de criação, essas coisas surgiram
somente depois da queda, após a entrada do pecado. Assim, é apenas
no contexto da história da criação que podemos melhor compreender
o ensino bíblico sobre saúde e cura.
6.
Leia 1
Coríntios 6:19, 20.
Qual é nossa responsabilidade diante de Deus a respeito do cuidado
do nosso corpo?
“Acaso,
não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que
está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós
mesmos?” (1 Coríntios 6:19 RA)
É
por meio do nosso cérebro que o Espírito Santo Se comunica conosco.
Se quisermos ter comunhão com Deus, devemos cuidar do corpo e do
cérebro. Se abusarmos do nosso corpo, destruiremos a nós mesmos,
física e espiritualmente. De acordo com esse texto, a saúde e nossa
maneira de cuidar do corpo, o “templo de
Deus”, é uma questão moral, cheia de consequências
eternas.
Cuidar da saúde é uma parte vital do nosso relacionamento com Deus. Obviamente, alguns aspectos da saúde estão além do nosso controle. Temos genes defeituosos, estamos expostos a produtos químicos ou outros agentes prejudiciais desconhecidos e estamos em risco de danos físicos que podem prejudicar nossa saúde. Deus sabe de tudo isso. Mas na medida de nossas possibilidades, devemos fazer o melhor para preservar nosso corpo feito à imagem de Deus.
“Ninguém que professe piedade considere com indiferença a saúde do corpo, nem se iluda com o pensamento de que a intemperança não é pecado e não afetará sua espiritualidade. Existe uma estreita afinidade entre a natureza física e a moral. O padrão de virtude é elevado ou rebaixado por meio dos hábitos físicos [...] Qualquer hábito que não promova o perfeito funcionamento saudável do organismo humano degrada as mais elevadas e nobres faculdades” (Ellen G. White,Conselhos Sobre Saúde, 67).
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Ano
Bíblico: Dt 32–34
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Princípios
de mordomia cristã
7.
“Toda
boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das
luzes, que não muda como sombras inconstantes” (Tg 1:17).
Como esse texto ajuda a estabelecer a base para um conceito de
mordomia fundamentado na Bíblia?
Muitas
vezes tendemos a pensar em mordomia em termos de dinheiro. No
entanto, como vimos nesta semana, a mordomia envolve muito mais do
que isso. Porém, seja lidando com dinheiro, com preocupações
ambientais ou com nossa saúde, existem certos princípios envolvidos
na boa mordomia, princípios que têm seu fundamento último na
criação descrita em Gênesis. No fim, visto que Deus é nosso
Criador, e que tudo que temos é dádiva dEle, devemos ser bons
mordomos de tudo o que foi confiado a nós.
8.
Leia Mateus
25:14-30.
Como essa parábola ilustra as recompensas da boa mordomia? Qual é a
mensagem da parábola sobre os princípios da mordomia em geral?
“Pois
será como um homem que, ausentando-se do país, chamou os seus
servos e lhes confiou os seus bens. A um deu cinco talentos, a outro,
dois e a outro, um, a cada um segundo a sua própria capacidade; e,
então, partiu. O que recebera cinco talentos saiu imediatamente a
negociar com eles e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que
recebera dois ganhou outros dois. Mas o que recebera um, saindo,
abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu senhor. Depois de muito
tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.
Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros
cinco, dizendo: Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros
cinco talentos que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e
fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo
do teu senhor. E, aproximando-se também o que recebera dois
talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros
dois que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel;
foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu
senhor. Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor,
sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e ajuntas
onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui
tens o que é teu. Respondeu-lhe, porém, o senhor: Servo mau e
negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não
espalhei? Cumpria, portanto, que entregasses o meu dinheiro aos
banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu.
Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o
que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem,
até o que tem lhe será tirado. E o servo inútil, lançai-o para
fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mateus
25:14-30 RA)
“Cristo
confia a Seus servos ‘Seus
bens’
– alguma coisa que deve ser usada para Ele. Dá ‘a
cada um a sua obra’.
Todos têm seu lugar no plano eterno do Céu. Todos devem colaborar
com Cristo para a salvação das pessoas. Tão certo como nos está
preparado um lugar nas mansões celestes, há também um lugar
especial designado na Terra, onde devemos trabalhar para Deus”
(Ellen G. White, Parábolas
de Jesus,
p. 326, 327).
O
que você está fazendo com os talentos que recebeu do “Pai
das luzes”? Que escolhas você pode fazer que lhe permitirão
usar esses dons em um serviço melhor para a causa do Senhor?
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Ano
Bíblico: Js 1–4
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Estudo adicional
Os
seguidores de Cristo foram redimidos para o serviço. Nosso Senhor
ensina que o verdadeiro objetivo da vida é servir. […] A lei de
servir se torna o vínculo que nos liga a Deus e a nosso semelhante”
(Ellen G, White, Parábolas
de Jesus,
p. 326).
Perguntas
para reflexão
1. Alguns secularistas propuseram que o valor da vida não deve ser medido pela condição humana, mas pelo potencial para viver de modo agradável. Eles podem valorizar um chimpanzé jovem e saudável mais do que a um ser humano velho e doente.
Peter Singer argumenta que, em certos casos, os seres humanos não devem ter mais direitos do que alguns animais: “Os que protestam contra o aborto, mas se alimentam regularmente de frangos, porcos e bezerros mostram apenas uma preocupação tendenciosa pela vida dos membros de nossa espécie. Porque, a partir de qualquer comparação justa das características moralmente relevantes, como racionalidade, autoconsciência, percepção, autonomia, prazer, dor, e assim por diante, o bezerro, o porco e o muito ridicularizado frango, ficam bem à frente do feto em qualquer fase da gravidez. Se fizermos a comparação com um feto de menos de três meses de idade, um peixe mostraria mais sinais de consciência” (Peter Singer, Writings on an Ethical Life [Escritos sobre uma Vida Ética; New York, NY, The Ecco Press, 2000, p. 156).
Singer é evolucionista. Ele acredita que não há nenhuma diferença qualitativa evidente entre nós e os animais. Acabamos de evoluir para algo diferente do que eles evoluíram, isso é tudo.
O que está errado com essa descrição? Como devemos responder a esse raciocínio?
2. Leve para a classe o texto “Cuidando da Criação, uma Declaração da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia sobre o Meio Ambiente”, votada em 12 de outubro de 1992 (procure no site adventist.org/beliefs/statements/main-stat5.html.) Se não for possível, use os trechos citados na lição de sábado. Como essa declaração relaciona a criação em Gênesis ao meio ambiente? Como uma visão adequada da criação pode nos proteger de tomar uma posição extrema?
Respostas
sugestivas: 1.
Davi louvou a grandeza de Deus em criar as maravilhas da Terra e
colocar todas as coisas sob o domínio e cuidado do ser humano. 2. O
homem foi colocado no jardim para o cultivar e guardar. Essa é a
obra da mordomia cristã. 3. Sim, porque a mordomia cristã envolve a
noção de que todos os animais e todo o planeta pertence ao Senhor.
Por isso, devemos zelar pelo ambiente da melhor maneira possível. 4.
Acreditamos que Deus criou todas as coisas e por Sua vontade elas
existem. 5. Mordomia cristã inclui: 1. Trabalhar durante seis dias;
2. Cuidar dos recursos da Terra; 3. Santificar o sábado como
memorial da criação; 4. Gastar tempo especial com o Senhor, com a
família e com a comunidade. 6. Devemos glorificar a Deus em nosso
corpo e espírito porque fomos comprados pelo sangue de Cristo. 7.
Visto que toda boa dádiva e todo dom perfeito são dados por Deus,
devemos usá-los para glória de Deus e para Seu serviço. 8. Os
mordomos que multiplicaram os talentos recebidos serão aprovados e
recompensados com maiores responsabilidades e alegrias. Deus nos dá
talentos e espera que negociemos com eles, para que o Seu reino
cresça e mais pessoas sejam salvas.
Resumo da Lição 10
Mordomia cristã e meio ambiente
“Criou
Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e
mulher os criou.” (Gênesis 1:27 RA)
“Tomou,
pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o
cultivar e o guardar.” (Gênesis 2:15 RA)
O
aluno deverá...
Reconhecer: O plano de Deus para a mordomia do ambiente do Éden.
Sentir: A importância de cuidar da criação de Deus no contexto da crença na breve volta de Cristo.
Fazer: Aceitar a responsabilidade de ser um bom mordomo da natureza e do meio ambiente.
Reconhecer: O plano de Deus para a mordomia do ambiente do Éden.
Sentir: A importância de cuidar da criação de Deus no contexto da crença na breve volta de Cristo.
Fazer: Aceitar a responsabilidade de ser um bom mordomo da natureza e do meio ambiente.
Esboço
I. Conhecer: Guardiões da Terra
A. O cristianismo leva à deficiência na mordomia do meio ambiente? Por quê?
B. Na criação, como o domínio da humanidade foi limitado?
II. Sentir: Cuidando do ambiente
A. Por que cuidar do meio ambiente é importante, mesmo que sintamos que Cristo virá em breve?
B. O relato da criação inspira você a servir mais e a proteger o meio ambiente?
III. Fazer: Sendo mordomos melhores
A. De que forma você pode usar sua influência pessoal para ser um melhor mordomo deste mundo?
B. Além da proteção à Terra, que outras áreas da mordomia Deus chama os cristãos a praticar? Como podemos ser mordomos fiéis nessas áreas?
Resumo: O domínio dado a Adão e Eva na criação não é irrestrito, no sentido de fazer com o ambiente o que quisessem. O domínio humano foi limitado, por exemplo, pelo fruto proibido. Além disso, a humanidade foi colocada no Éden para servir e proteger o Jardim, não para explorá-lo e destruí-lo. Alguns, no entanto, tentaram culpar o cristianismo pelos nossos problemas ecológicos, afirmando que o cristianismo tem uma teologia inerentemente exploradora, com base emGênesis 1. As limitações ao poder humano apresentadas em Gênesis 1 e outras informações refutam essa posição. Finalmente, devemos considerar a questão: Por que cuidar do meio ambiente se você acredita que Jesus voltará em breve?
Ciclo
do aprendizado
Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: A criação revela que Deus criou a humanidade para cultivar e cuidar de Seu mundo, não para explorá-lo e saqueá-lo. Isso deve afetar nossa maneira de tratar os seres indefesos.
Só para o professor: Mostrar que Gênesis 1 e 2 não apoiam qualquer tipo de liderança opressiva sobre os outros seres humanos ou sobre a natureza.
Na
Bíblia, a justiça é um conceito de relacionamento de aliança. É
sobre quem você é, não apenas o que você faz. Em resumo, a
justiça é estar na orientação adequada quanto aos relacionamentos
para com os membros da comunidade da aliança, que, na lição desta
semana, é a comunidade da criação. Balaão demonstrou sua
injustiça abusando de sua jumenta. Por outro lado, Provérbios 12:10
declara que “o justo atenta para a vida dos seus animais”. A lei
do Antigo Testamento protegia até mesmo os animais de carga de seu
inimigo.
Ao
encontrar o boi ou o jumento de um inimigo lutando para se levantar
debaixo da sua carga, a pessoa devia ajudar a aliviar o seu
sofrimento, mesmo que fosse o animal do seu inimigo (Êx 23:5). Esses
princípios têm relevância para nós hoje?
Para entender melhor o ponto principal dessa questão, é útil considerar o dilema ético de José durante seu noivado com Maria, no qual ele descobriu que ela estava grávida e ele não era o pai. Mateus diz: "José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente” (Mt 1:19). José, que acreditava ter sido terrivelmente prejudicado por sua noiva, procurou evitar envergonhar Maria precisamente porque essa é a maneira pela qual os justos agem.
Sim, José iria responsabilizá-la, mas procurou fazer isso da forma menos vergonhosa possível, a fim de proteger sua dignidade. José estava num relacionamento justo, mesmo com sua inimiga aparente. Que exemplo de ética da criação!
Compreensão
Só para o professor: Deus não deu a Adão e Eva domínio ilimitado sobre a Terra. Seu domínio devia ser exercido dentro de condições e limites divinamente prescritos. Exploração da criação de Deus não faz parte do pacote do domínio da criação.
Comentário Bíblico
Em
1973, Lynn White Jr. publicou um artigo contundente, “The
Historical Roots of our Ecologic Crisis”
[“As Raízes Históricas de Nossa Crise Ecológica"], na
obra Western
Man and Environmental Ethics: Attitudes Toward Nature and
Technology [O
Homem Ocidental e a Ética Ambiental: Atitudes em Relação à
Natureza e a Tecnologia (Reading, Massachusetts, Addison-Wesley
Publishing Co., 1973, p. 18-30). White afirmou que a teologia cristã,
fortemente baseada no conceito do domínio da criação, proveu uma
base teológica para a promoção de uma visão de exploração no
relacionamento do homem para com a natureza e, portanto, essa
exploração tem causado a nossa atual crise ecológica. O artigo de
White fez algum bem ao desencadear uma cadeia de reações dentro do
cristianismo, inclusive entre os evangélicos, ao procurar refutar
White e os proponentes de uma visão de exploração, enquanto
defendiam a mordomia cristã como modelo de cuidado do ambiente com
base na criação. É verdade que apareceu uma teologia de exploração
na história cristã, especialmente durante a Revolução Industrial.
No entanto, a maioria dos expositores a favor da exploração fez mau
uso das informações bíblicas ao construir seus argumentos. É
provável, porém, que a maioria dos judeus e cristãos não tenham
mantido tais pontos de vista.
A
lição desta semana destaca evidências de Gênesis a respeito da
razão pela qual White – e os teólogos que defendiam a exploração
– no fim estavam errados. Além do fato de que encontramos crises
ecológicas em áreas completamente não cristãs, Gênesis
1 e 2 não
contêm nenhuma mensagem de exploração.
Em primeiro lugar, depois que Adão e Eva receberam o domínio conjunto, o texto diz: "Dominem". Mas esse domínio é imediatamente limitado. Uma árvore não estava sob seu domínio, e o seu fruto era proibido. Além disso, em Gênesis 2, a humanidade foi colocada no jardim para "servi-lo e protegê-lo" (essa é uma tradução literal das raízes abad (trabalhar ou servir), da qual é derivado o termo para servo, e shamar (guardar, vigiar ou, com relação ao sábado, guardar e observar). A humanidade não recebeu qualquer autoridade para fazer o que quisesse, nem para explorar e saquear a criação de Deus. O ser humano era um governante vassalo, subordinado às políticas do suserano soberano, Deus.
Embora a humanidade tenha recebido um nível mais elevado de proteção moral do que os animais ou a natureza (Gn 9:5,6), esse privilégio não implica logicamente que a natureza e os animais sejam desprovidos de proteção divina. O mandamento do sábado tipifica esse ponto. As pessoas abordadas pelo mandamento são agentes de poder. Esses agentes de poder têm a capacidade de negar o descanso sabático aos seus filhos, servos, boi, jumento e ao estrangeiro em suas portas. O denominador comum desse grupo potencialmente oprimido era precisamente a sua impotência para resistir à privação injusta e forçada do descanso sabático. Com o sábado, Deus mostrou que Ele concedeu direitos básicos de não exploração aos fracos e indefesos. Faz sentido que o memorial da criação partilhe do mesmo espírito de cuidado e atenção de Gênesis 1 e 2. Isso pode ser visto no poema sobre o sábado em Isaías 58, no qual parte da observância do sábado é cessar a opressão dos pobres e desamparados, não apenas para guardar um dia para a prática religiosa. Isaías não procura o ativismo político contra os opressores. Em vez disso, ele chama os próprios opressores a guardar o sábado, deixando seus caminhos de exploração sobre os mais fracos e desamparados.
Pense nisto: Por que cuidar da Terra e do meio ambiente, se Jesus virá em breve? Que princípios bíblicos nos exortam a evitar fugir da nossa mordomia da Terra em nome da segunda vinda de Cristo?
Aplicação
Só para o professor: A criação nos chama a uma vida de não exploração sobre aqueles sobre os quais exercemos poder.
Perguntas
para testemunho:
1.
Sobre quem você tem poder? Como os princípios da criação e o
sábado influenciam você no exercício do poder?
2. Até que ponto podemos usar a tecnologia para obter maior controle da natureza? Que princípios devem dirigir as nossas conclusões?
2. Até que ponto podemos usar a tecnologia para obter maior controle da natureza? Que princípios devem dirigir as nossas conclusões?
Criatividade
Só para o professor: Mordomia é uma ordenança da criação que significa que pertencemos a Deus.
Atividade
para discussão:
1.
Visto que eu não sou o dono de mim mesmo, quais são as minhas
obrigações e deveres para com o meu Dono?
2. Como a mordomia da criação define e esclarece o tipo de reivindicações que Deus tem sobre nós?
3. Acreditar que eu sou o dono de mim mesmo faz diferença na minha maneira de lidar com os outros e com as reivindicações de Deus sobre mim?
2. Como a mordomia da criação define e esclarece o tipo de reivindicações que Deus tem sobre nós?
3. Acreditar que eu sou o dono de mim mesmo faz diferença na minha maneira de lidar com os outros e com as reivindicações de Deus sobre mim?
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