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16 a 23 de março
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Criação e evangelho
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Sábado
à tarde
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Ano
Bíblico: Jz 6–8
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VERSO
PARA MEMORIZAR:
“Assim
como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados
em Cristo” (1Co 15:22).
No
relato bíblico, Adão e Eva foram criados à imagem de Deus, sem
nenhum defeito moral. Mas eles tinham o livre-arbítrio, um
pré-requisito para que eles pudessem amar. Quando Adão e Eva se
rebelaram contra Deus, caíram sob o poder de Satanás (Hb
2:14). Esse fato colocou também o mundo inteiro sob o poder
do inimigo. Jesus, porém, veio ao mundo para destruir as obras do
diabo (1Jo 3:8) e nos libertar de seu
poder. Ele fez isso ao morrer em nosso lugar e nos oferecer vida. Na
cruz, Jesus Se fez pecado por nós (2Co 5:21)
e, por isso, experimentou a separação de Seu Pai. Por Sua morte,
Jesus restaurou o relacionamento entre Deus e a humanidade que havia
sido quebrado pelo pecado de Adão e Eva.
E,
visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele
participou das mesmas coisas, para que, pela morte, aniquilasse o que
tinha o império da morte, isto é, o diabo. Hb 2:14.
Quem
comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio.
Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do
diabo. 1Jo 3:8.
Àquele
que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele,
fôssemos feitos justiça de Deus. 2Co
5:21
Todos esses pontos estão logicamente ligados à história da criação. A criação entra em cena novamente à medida que o poder do Deus criador é exercido para criar um coração novo em Seus filhos (2Co 5:17), renovando a imagem de Deus em nós e restaurando nosso relacionamento com Ele.
“E,
assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas
antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:17
RA)
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Ano
Bíblico: Jz 9, 10
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Graça no Jardim
Como
sabemos tão bem, os primeiros seres humanos, seres perfeitos criados
à “imagem de Deus”, caíram no pecado, o que trouxe a morte.
Eles haviam sido avisados e entendiam o que lhes tinha sido dito. Eva
até repetiu para a serpente o que Deus havia dito. No entanto, eles
pecaram assim mesmo. Às vezes nós, a exemplo de Eva, somos levados
ao pecado pelo engano, mas, em outros momentos, como Adão, pecamos
intencionalmente. De toda maneira, somos pecadores, culpados de
transgredir a lei de Deus.
“E
chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele
respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo,
e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu?
Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses? Então, disse
o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e
eu comi. Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste?
Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi. Então, o
SENHOR Deus disse à serpente: Visto que isso fizeste, maldita és
entre todos os animais domésticos e o és entre todos os animais
selváticos; rastejarás sobre o teu ventre e comerás pó todos os
dias da tua vida. Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua
descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu
lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:9-15 RA)
Deus
realizou um julgamento, na verdade um “juízo investigativo”. O
objetivo do juízo não era que Deus conhecesse os fatos. Ele já os
conhecia. Na verdade, o objetivo era dar ao casal a oportunidade de
aceitar a responsabilidade por suas ações, o primeiro passo para o
arrependimento e restauração. Deus lhes perguntou o que havia
acontecido e eles confessaram, embora com relutância. Ainda que
fossem culpados e seu pecado trouxesse consequências imediatas, a
primeira promessa evangélica foi feita a eles no Éden.
“Fez
o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os
vestiu.” (Gênesis 3:21 RA)
A
morte veio da maneira mais inesperada. Em vez da morte imediata de
Adão e Eva, um ou mais animais morreram. Imagine os sentimentos de
Adão quando o animal morreu, em seu lugar como um sacrifício. Foi a
primeira vez que Adão viu a morte, e isso deve ter trazido a ele
enorme angústia. Em seguida, o animal foi esfolado, e uma túnica
foi feita a partir da pele. A vestimenta foi colocada sobre o corpo
de Adão para cobrir sua nudez. Toda vez que ele olhava para ela, ou
tocava nela, certamente se lembrava do que havia feito e do que tinha
perdido. Mais importante, isso era um lembrete da graça de Deus.
Sem
dúvida, devemos ser muito gratos pela graça de Deus a nós. Existe
melhor maneira de revelar essa apreciação do que mostrar graça aos
outros? A quem, por mais que não mereça, você poderia mostrar a
graça hoje?
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Ano
Bíblico: Jz 11, 12
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Pecado e morte
Em Gênesis
3:19,
Adão foi informado de que, ao morrer, voltaria ao pó do qual havia
sido feito. A mesma coisa acontece a nós. Observe que não voltamos
a ser macacos, porque não fomos feitos a partir dos macacos. Fomos
feitos do pó, e na morte é ao pó que retornamos.
“No
suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois
dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás.” (Gênesis
3:19 RA)
3.
Leia Gênesis
2:7; Salmo
104:29, 30; João
1:4; Atos
17:24, 25.
Qual é o significado fundamental desses textos para nós? Como essa
verdade deve afetar nossa maneira de viver?
“Então,
formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas
narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.”
(Gênesis 2:7 RA)
“Se
ocultas o rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração,
morrem e voltam ao seu pó. Envias o teu fôlego,
e são criados; e assim renovas a face da terra.”
(Salmos 104:29-30 RA)
“A
vida estava nele e a vida era a luz dos homens.” (João 1:4 RA)
“O
Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do
céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas.
Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse;
pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais;”
(Atos 17:24-25 RA)
A
vida é um fenômeno maravilhoso. Estamos familiarizados com a vida,
mas ainda há algo misterioso a respeito dela. Podemos separar as
partes de um organismo vivo, mas no fim nada encontramos, exceto
vários tipos de átomos e moléculas. Podemos coletar as moléculas
em um recipiente e aquecê-lo, passar uma descarga elétrica através
dele ou tentar uma série de experimentos diferentes, mas não
obteremos vida novamente. Não existe uma entidade chamada “vida”
que exista dentro de um corpo vivo ou de uma célula viva. A vida é
uma propriedade do sistema vivo por inteiro, não uma entidade que
possa ser separada das células.
Por outro lado, sabemos muito sobre como produzir a morte. Planejamos muitas maneiras de matar os seres vivos. Alguns desses métodos revelam, em detalhes impressionantes, a violência e crueldade do nosso coração pecaminoso. Podemos produzir morte, mas a criação da vida está além da nossa compreensão. Unicamente Deus tem a capacidade de criar organismos vivos. Os cientistas têm tentado criar vida, pensando que, se pudessem fazer isso, teriam uma desculpa para não acreditar em Deus. Até agora, todos esses esforços fracassaram.
“Mas
as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e
os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não
ouça.” (Isaías 59:2 RA)
Se
a vida só vem de Deus, então a separação de Deus nos isola da
fonte da vida. O resultado inevitável é a morte. Mesmo que se viva
969 anos, como Matusalém, a história ainda termina com as palavras
“e morreu”. O pecado, por sua própria natureza, provoca a
separação da vida, e o resultado é a morte.
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Ano
Bíblico: Jz 13–16
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Quando éramos pecadores
Ao
longo de toda a Bíblia vemos que a resposta de Deus à
pecaminosidade humana é redentora por natureza e motivada pelo amor
verdadeiro e altruísta. Ele teria sido plenamente justificado se
tivesse entregado Adão e Eva ao poder destrutivo de Satanás.
Afinal, eles tinham feito sua escolha. Mas Deus sabia que Adão e Eva
não compreendiam o pleno significado do que tinham feito e decidiu
dar a eles uma oportunidade de ter mais informações e ser capazes
de escolher novamente.
“Porque
Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos
ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá
ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu
próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós,
sendo nós ainda pecadores. Logo, muito mais agora, sendo
justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque,
se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a
morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos
salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos
em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem
recebemos, agora, a reconciliação.” (Romanos 5:6-11 RA)
Quando
somos injustiçados, gostamos de ter um pedido de desculpas antes de
aceitar o ofensor de volta ao bom relacionamento conosco. Em tais
circunstâncias, um pedido de desculpas é apropriado. A cura
completa de um relacionamento prejudicado inclui uma expressão de
tristeza e aceitação da responsabilidade pelo erro. Mas Deus não
esperou que pedíssemos perdão. Ele tomou a iniciativa.
Quando
ainda éramos pecadores, Ele Se entregou para morrer em nosso favor.
Essa é a maravilhosa demonstração do amor divino.
Como nosso comportamento se compara com o comportamento de Deus? Quantas vezes ficamos ofendidos, com raiva, e buscamos vingança em vez de restauração? Devemos ser eternamente gratos porque Deus não nos trata dessa maneira.
O tratamento que Deus oferece aos pecadores mostra o verdadeiro significado do amor. Não é um mero sentimento, mas um comportamento com base em princípios, no qual todo o esforço é feito para reconciliar o ofensor com o ofendido e restaurar o relacionamento. O tratamento que Deus ofereceu a Adão e Eva é uma ilustração de como Ele se relaciona com nosso pecado.
“As cenas do Calvário despertam a mais profunda emoção. A esse respeito vocês estarão desculpados se manifestarem entusiasmo. Que Cristo, tão excelente, tão inocente, devesse sofrer tão dolorosa morte, suportando o peso dos pecados do mundo jamais nossos pensamentos e imaginação poderão compreender plenamente. O comprimento, a largura, a altura e a profundidade de tão assombroso amor, não podemos sondar” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 2, p. 213). Talvez não possamos sondar esse amor, mas, por que é tão importante tentar?
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Ano
Bíblico: Jz 17–19
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Portador de pecados
6.
Tendo em mente a divindade de Cristo, pense nas implicações desse
texto. O que Deus estava disposto a fazer para nos salvar? Qual é o
resultado da rejeição do sacrifício de Cristo em nosso favor? Gl
3:13
“Cristo
nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição
em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for
pendurado em madeiro),” (Gálatas 3:13 RA)
Ao
assumir a culpa de nossos pecados e morrer em separação de Deus,
Jesus cumpriu a promessa originalmente feita no Jardim do Éden de
que a semente da mulher feriria a cabeça da serpente. Seu sacrifício
possibilitou a reconciliação de Deus com a família humana e
resultará na eliminação final do mal no Universo (Hb
2:14; Ap
20:14).
“Visto,
pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue,
destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte,
destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo,”
(Hebreus 2:14 RA)
“Então,
a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta
é a segunda morte, o lago de fogo.” (Apocalipse 20:14 RA)
7.
Tendo em mente Gálatas
3:13,
leia Mateus
27:46.
O que as palavras de Jesus revelam sobre o que Ele sofreu na cruz?
“Cristo
nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição
em nosso lugar (porque está escrito: Maldito todo aquele que for
pendurado em madeiro),” (Gálatas 3:13 RA)
“Por
volta da hora nona, clamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá
sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me
desamparaste?” (Mateus 27:46 RA)
Na
cruz, Cristo aceitou a maldição do pecado em nosso favor. Isso foi
uma mudança em Sua posição com o Pai. Quando era levado ao altar,
o cordeiro sacrifical se tornava um substituto do pecador que merecia
a morte. Da mesma forma, quando Cristo foi à cruz, Sua condição
diante do Pai mudou. Excluído da presença do Pai, Ele sentiu a
maldição que nosso pecado tinha causado. Em outras palavras, Jesus,
que havia sido um com o Pai desde a eternidade, sofreu uma separação
do Pai, no que Ellen White chamou de “a separação dos
poderes divinos” (Ellen G. White, Manuscrito 93, 1899; Seventh Day
Adventist Bible Commentary, v. 7, p. 924).
Por mais difícil que seja compreender plenamente o que estava acontecendo, podemos saber o suficiente para perceber que um preço assombroso foi pago para nos redimir.
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Ano
Bíblico: Jz 20, 21
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Nova
criação
A
grande notícia do evangelho está centralizada na morte de Jesus
como nosso Substituto. Ele tomou sobre Si os nossos pecados,
carregando em Si mesmo a penalidade que, de outro modo, seria nossa.
Como vimos, também, a ideia de Cristo como nosso Substituto,
morrendo pelos pecados do mundo, está inseparavelmente ligada à
história da criação. Cristo veio para destruir a morte, que é uma
intrusa na criação de Deus. Se a teoria da evolução fosse o
caminho escolhido por Deus para criar os seres humanos, isso
significaria que a morte, longe de ser uma aberração e um inimigo,
em vez disso seria parte do plano original de Deus para a humanidade.
Na verdade, a morte teria um papel importante na maneira pela qual
Deus nos criou. Não é de admirar, então, que os cristãos devem
rejeitar a evolução teísta como uma forma viável de compreender a
história da criação.
O relato da criação em Gênesis, embora fundamental para nos ajudar a entender a morte de Cristo em nosso favor, também nos ajuda a compreender outro aspecto do plano da salvação: a obra da criação divina em nós, enquanto participamos de Sua santidade.
8.
Leia o Salmo
51:10; Ezequiel
36:26, 27; Colossenses
3:10; 2
Coríntios 5:17.
Que promessas bíblicas estão ligadas ao conceito de Deus como
Criador, conforme revelado em Gênesis
1 e 2?
“Cria
em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito
inabalável.” (Salmos 51:10 RA)
“Dar-vos-ei
coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós
o coração de pedra e vos darei coração de carne. Ainda
porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus
estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis.”
(Ezequiel 36:26 RA)
“e
vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento,
segundo a imagem daquele que o criou;” (Colossenses 3:10 RA)
“E,
assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas
antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” (2 Coríntios 5:17
RA)
Um
novo coração é uma criação que só Deus pode fazer. Nós não
podemos fazer isso, mas devemos depender do mesmo Criador que formou
o mundo e criou nossos primeiros pais. Davi reconheceu sua
necessidade e pediu a Deus que resolvesse o problema por um ato de
criação.
Na verdade, a pessoa que está “em Cristo” é uma nova criação. A antiga maneira de pensar deve ser afastada e substituída pela mente recém-criada. Nossa mente renovada é criada para as boas obras, de acordo com a vontade de Deus. Esse tipo de criação é um processo sobrenatural, realizado pelo poder do Espírito Santo. O poder criador de Deus, demonstrado na criação original, nos dá confiança de que o Senhor é capaz de mudar nossa vida e nos trazer de volta ao relacionamento com Ele.
Você
experimentou o que significa ser uma nova criação em Cristo? O que
isso significa, na prática? O que muda na vida de alguém que tem
essa experiência?
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Ano
Bíblico: Rute
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Estudo adicional
“As
coisas encobertas são para o Senhor nosso Deus, porém as reveladas
são para nós e para nossos filhos para sempre” (Dt 29:29, RC).
Precisamente como Deus realizou a obra da criação, jamais Ele o
revelou ao homem; a ciência humana não pode pesquisar os segredos
do Altíssimo. Seu poder criador é tão incompreensível como Sua
existência” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 113).
“Naquela densa treva ocultava-Se a presença de Deus. Ele fez da treva Seu pavilhão, e escondeu Sua glória dos olhos humanos. Deus e Seus santos anjos estavam ao pé da cruz. O Pai estava com o Filho. Sua presença, no entanto, não foi revelada. Houvesse Sua glória irrompido da nuvem, e todo espectador humano teria sido morto. E naquela tremenda hora, Cristo não devia ser confortado com a presença do Pai. Pisou sozinho o lagar, e dos povos nenhum havia com Ele” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 753, 754).
Perguntas
para reflexão
1. Como o evangelho está relacionado com a história da criação? Que aspectos específicos de Gênesis 1 a 3 são fundamentais para o evangelho? Como a história de Jesus está fundamentada na veracidade histórica do Gênesis? Como a história de Jesus seria contada se não houvesse Adão e Eva?
2. A Bíblia afirma que a criação foi realizada por processos sobrenaturais que não são acessíveis à ciência, mas que podem ser aprendidos unicamente por meio da revelação especial. A tensão entre a Bíblia e a ciência, portanto, não é uma surpresa. Por que é um erro esperar que a ciência seja capaz de explicar todas as obras da criação divina?
3. Que ligações existem entre o evangelho, a criação e o juízo, conforme indicado em Apocalipse 14:6, 7?
“Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Apocalipse 14:6-7 RA)
4.
Os críticos do cristianismo frequentemente argumentam que Jesus
sabia de antemão que, embora devesse morrer, seria ressuscitado.
Assim, perguntam eles, qual foi a importância da Sua morte, visto
que Ele sabia que seria apenas temporária? Como Mateus 27:4,
complementado pela citação de O Desejado de Todas as Nações,
acima, ajudam a responder a essa objeção?
Respostas
sugestivas: 1.
O Senhor procurou o casal, conversou com eles e prometeu a libertação
por meio do Descendente da mulher. 2. O Senhor preparou vestes de
peles de animais para cobrir a nudez do casal. 3. Deus é o autor da
vida. O fôlego de vida pertence ao Senhor, pois Ele criou todas as
coisas e a todas transcende. Deus mantém a vida de todas as
criaturas. 4. O pecado nos separa de Deus e da vida que Ele nos
oferece. 5. Graça foi Cristo morrer pelos seres humanos fracos e
pecadores, para justificá-los e salvá-los por meio do Seu sangue.
6. Em Cristo, a Divindade Se humilhou e aceitou a maldição do
pecado para nos salvar. Seria muito triste não aceitar a salvação
conquistada a um preço tão grande. 7. Jesus sofreu a profunda
angústia causada pela maldição do pecado e alienação da presença
do Pai. 8. O Senhor tem poder para criar em nós um novo coração e
um espírito inabalável, de modo que andemos em Seus estatutos e
guardemos os Seus juízos. O conhecimento de Cristo nos renova
segundo Sua imagem.
Resumo da Lição 12 - Criação e evangelho
O
aluno deverá...
Conhecer: O plano da salvação, descrito em Gênesis, e perceber como a evolução enfraquece esse plano.Sentir: Gratidão a Deus por nos oferecer uma maneira de perdoar os outros sem subverter a justiça.Fazer: Procurar praticar o equilíbrio divino entre graça e responsabilidade ao nos relacionarmos com os que nos ofendem.
Conhecer: O plano da salvação, descrito em Gênesis, e perceber como a evolução enfraquece esse plano.Sentir: Gratidão a Deus por nos oferecer uma maneira de perdoar os outros sem subverter a justiça.Fazer: Procurar praticar o equilíbrio divino entre graça e responsabilidade ao nos relacionarmos com os que nos ofendem.
Esboço
I. Conhecer: A criação e o plano da salvação
A. Sua crença a respeito da criação ou evolução afeta a doutrina da salvação?
B. A evolução afeta a nossa necessidade de salvação?
C. Com base em Sua maneira de lidar com o pecado de Adão e Eva, como é o caráter de Deus?
D. Por que Deus estabeleceu um sacrifício de sangue pelo pecado? Deus é sanguinário? Por quê?
II. Sentir: Gratidão pelo dom da graça
A. O que a relação entre justiça e perdão significa para nós, em vista do nosso chamado para perdoar aqueles que nos ferem ou ofendem?
B. O conhecimento do que Deus tem feito para nos salvar aprofunda o nosso sentimento de gratidão a Ele pelo dom da salvação.
C. De que forma você pode expressar sua gratidão a Deus por Sua graça salvadora?
III. Fazer: Praticando uma abordagem equilibrada
A. A exemplo do que Deus faz, como você pode equilibrar a responsabilidade com a graça ao lidar com os que pecam contra você?
Resumo: Por meio da expiação com sangue, Deus voluntariamente absorve o custo da justiça para o pecador, a fim de que o pecador renuncie à rebeldia. Além disso, o poder da expiação transforma o pecador em um fiel cidadão do Céu.
Ciclo
do aprendizado
Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: A criação é muito importante para o plano da salvação. A evolução mina os fundamentos do plano da salvação de várias maneiras.
Só para o professor: Como observado antes, a criação está intimamente ligada ao restante da teologia bíblica. Ajude a classe a manter essa conexão em mente enquanto nos concentramos no plano da salvação no Éden.
A
criação é fundamental para a nossa doutrina da salvação. Visto
que Deus criou com desígnios e propósitos, há ideais que podem ser
violados. Seres morais livres podem decidir rejeitar os ideais de
Deus e se revoltar contra a Sua vontade soberana. Por isso, existe um
conceito básico de pecado incorporado à ordem criada. O pecado tem
a ver com a escolha rebelde de rejeitar os desígnios de Deus.
Por
outro lado, parece que se Deus "criou" o mundo por meio dos
processos evolutivos, destituídos de direção e propósito, não
haveriam ideais objetivos que o exercício do livre-arbítrio
pudessem violar. E se não houvessem ideais divinos que pudessem ser
violados, como poderia haver qualquer conceito de pecado? O bem e o
mal poderia ser concebidos apenas em termos relativos para o
indivíduo. O bem e o mal teriam que ser determinados principalmente
pelo interesse próprio percebido. Sendo assim, em um cenário
evolutivo, não pode haver verdadeiro senso do pecado. Se não
podemos ter um conceito significativo do pecado, não temos
necessidade de um Salvador. Não haveria necessidade de um Deus
abnegado e que Se esvazia, pois não teria havido desvio de ideais
que exigissem uma restauração salvadora. A criação, portanto, é
de vital importância para a nossa compreensão da salvação.
Comente: Peça
aos alunos que compartilham, em suas próprias palavras, por que a
compreensão da criação é tão essencial para a doutrina da
salvação.
Compreensão
Só para o professor: A história do juízo em Gênesis 3 revela tanto um Deus que responsabiliza a humanidade quanto um Deus que deseja salvar compassivamente.
Comentário Bíblico
Nosso compassivo Redentor
Em
Gênesis 3, encontramos a queda da humanidade e a primeira promessa
do evangelho. Adão e Eva comeram o fruto proibido e perceberam que
se haviam tornado nus. Eles juntaram folhas de figueira e prepararam
vestes para se cobrir. Em seguida, ouviram “o som” de Deus
andando no jardim (NKJV). A palavra traduzida como "som"
pode significar uma voz (RA, RC) que chama e fala, ou pode significar
sons em geral. De uma forma ou de outra, Deus estava fazendo algum
tipo de ruído ao Se aproximar de Adão e Eva. Por que Deus não
apareceu de repente para o casal ou perto dele?
O fato de que Deus realizou um juízo "investigativo" nos versos seguintes nos informa que Ele de fato viera para responsabilizá-los por comer o fruto proibido. A abordagem ruidosa de Deus, porém, indica que Deus estava Se aproximando com objetivos maiores do que prestação de contas e punição. Se todo o interesse divino fosse a punição, tudo o que Ele tinha que fazer era aparecer de repente diante do casal e eles teriam caído e morrido de terror. Mas Deus estava realizando um juízo a fim de ajudar a humanidade a ver a sua necessidade de um Salvador. Deus prefere transformar os pecadores em vez de simplesmente matá-los.
O fato de que Deus realizou um juízo "investigativo" nos versos seguintes nos informa que Ele de fato viera para responsabilizá-los por comer o fruto proibido. A abordagem ruidosa de Deus, porém, indica que Deus estava Se aproximando com objetivos maiores do que prestação de contas e punição. Se todo o interesse divino fosse a punição, tudo o que Ele tinha que fazer era aparecer de repente diante do casal e eles teriam caído e morrido de terror. Mas Deus estava realizando um juízo a fim de ajudar a humanidade a ver a sua necessidade de um Salvador. Deus prefere transformar os pecadores em vez de simplesmente matá-los.
Por
isso, Deus Se aproximou suavemente, fazendo perguntas, recapitulando
as provas de que Ele não havia mentido para Adão e Eva. Ele fez
isso antes de aplicar a condenação, na tentativa de reacender a
confiança deles em Si mesmo e em Sua Palavra. E funcionou! Além
disso, Deus fez túnicas de peles para substituir suas vestes de
folhas de figueira. Mas como Deus obteve as peles de animais?
Peles
de animais procederam de animais mortos. Por que, então, de repente
temos animais mortos na história? A história parece implicar que os
primeiros sacrifícios pelo pecado foram oferecidos ali. O fato de
que Abel sabia oferecer sacrifícios pode reforçar essa conclusão.
Assim, naquele mesmo dia um substituto morreu, pagando a penalidade
de Adão e Eva, para que eles recuperassem a comunhão íntima com
Deus e tivessem uma nova vida de obediência.
Isso
significa que Deus é sanguinário, exigindo rituais cruéis, a fim
de aplacar sua ira? A abordagem suave e compassiva de Deus refuta tal
pensamento. Além disso, a promessa de Gênesis
3:15 diz
que Deus derrotaria o enganador e redimiria a humanidade. Assim, o
sacrifício aponta para uma verdade maior. O perdão não é
alcançado com prejuízo da justiça. Ao contrário, o perdão se
torna possível porque Deus escolheu absorver o custo da justiça em
Si mesmo. A punição deve ser paga, ou a lei de Deus se tornaria sem
sentido. As peles apontam não para um Deus sedento de sangue, mas
para um Deus misericordioso que, voluntariamente, escolhe absorver o
custo da justiça a fim de tornar possível que renunciemos à
rebelião e voltemos à harmonia com Sua soberana vontade, sem ter
que ser executados. Em resumo, a abordagem suave de Deus, Sua
promessa de esmagar a cabeça da serpente e Sua provisão de um
sacrifício, tudo aponta para Seu desejo de nos colocar novamente em
um relacionamento correto com Ele. O propósito do juízo em Gênesis
3 foi redentor, abrindo o coração de Adão e Eva para o plano da
salvação.
Pense nisto: O perdão envolve uma vítima disposta a absorver o custo da justiça, a fim de oferecer ao culpado um meio de entrar em um relacionamento novo e saudável. O que significa para você perdoar alguém que o ofendeu?
Aplicação
Só para o professor: Na criação e na queda, Deus é revelado como misericordioso, desejando o bem de Suas criaturas. Sendo feitos à imagem de Deus, cada um de nós é chamado a refletir o Seu caráter aos outros.
Perguntas
de reflexão:
1. Como a abordagem divina em Gênesis 3:7-15 nos ensina sobre a maneira pela qual devemos abordar os pecadores, ao praticar as orientações de Mateus 18:15-20?
2. Compare e contraste os propósitos de Deus ao confrontar Adão e Eva com o propósito do procedimento indicado em Mateus 18:15-20?
3. Quando você precisa confrontar alguém sobre um problema, como as suas atitudes e abordagem podem exemplificar melhor o caráter de Deus, descrito em Gênesis 3:8-15?
4. O que teria acontecido com a divina habilidade de governar se o Senhor tivesse simplesmente retirado as acusações, em vez de ter realmente realizado um juízo? Qual é diferença entre anistia e perdão? (Dica: tem a ver com a satisfação ou não da justiça.)
1. Como a abordagem divina em Gênesis 3:7-15 nos ensina sobre a maneira pela qual devemos abordar os pecadores, ao praticar as orientações de Mateus 18:15-20?
2. Compare e contraste os propósitos de Deus ao confrontar Adão e Eva com o propósito do procedimento indicado em Mateus 18:15-20?
3. Quando você precisa confrontar alguém sobre um problema, como as suas atitudes e abordagem podem exemplificar melhor o caráter de Deus, descrito em Gênesis 3:8-15?
4. O que teria acontecido com a divina habilidade de governar se o Senhor tivesse simplesmente retirado as acusações, em vez de ter realmente realizado um juízo? Qual é diferença entre anistia e perdão? (Dica: tem a ver com a satisfação ou não da justiça.)
Criatividade
Só para o professor: O evangelho de Gênesis mostra um maravilhoso equilíbrio entre o Deus justo, que responsabilizou a humanidade pelo pecado, e misericordioso, que pagou a penalidade pela transgressão de Adão e Eva contra Ele.
Perguntas
de aplicação:
1.
Seguindo o exemplo de Deus, como você pode equilibrar a justiça e a
graça, em seu relacionamento com os outros?
2. Como você pode evitar criar uma aura de graça barata, que deixa o pecador pensando que ele pode pecar impunemente?
3. Como você pode evitar ser tão estritamente justo que pareça destituído de graça?
2. Como você pode evitar criar uma aura de graça barata, que deixa o pecador pensando que ele pode pecar impunemente?
3. Como você pode evitar ser tão estritamente justo que pareça destituído de graça?
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