16
a 23 de fevereiro
|
Casamento: um presente dado no Éden
Sábado
à tarde
|
Ano
Bíblico: Nm 33, 34
|
VERSO
PARA MEMORIZAR: “Disse
mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei
uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2:18).
Pense
nas bênçãos de um casamento feliz e de um lar amoroso. Muito
felizes são os que têm essa experiência! Infelizmente, para muitas
pessoas o casamento tem sido mais uma experiência de dor e raiva do
que de alegria e paz. Mas ele não foi planejado para ser assim nem
devia ser assim. O triste estado de tantos casamentos é uma forte
expressão da degradação que o pecado trouxe à humanidade.
“Deus celebrou o primeiro casamento. Assim, essa instituição tem como seu originador o Criador do Universo. ‘Venerado seja [...] o matrimônio’ (Hb 13:4, RC); ele foi uma das primeiras dádivas de Deus ao homem e é uma das duas instituições que, depois da queda, Adão trouxe consigo para além das portas do Paraíso. Quando os princípios divinos são reconhecidos e obedecidos nesse relacionamento, o casamento é uma bênção, preserva a pureza e felicidade do gênero humano, provê as necessidades sociais do homem e eleva a natureza física, intelectual e moral” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 46).
Que ideal maravilhoso! A lição desta semana examinará alguns dos princípios por trás do casamento.
Ano
Bíblico: Nm 35, 36
|
Não é bom que o homem esteja só
De
um primitivo abismo Deus criou nosso mundo pelo poder sobrenatural de
Sua Palavra. Ao longo do relato da criação, tudo era “bom”,
até a conclusão da obra, quando tudo o que o Senhor havia criado
foi declarado como “muito
bom”
(Gn
1:31).
“Viu
Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e
manhã, o sexto dia.” (Gênesis 1:31 RA)
1.
Em meio a tudo isso, no entanto, uma coisa era lo tov [não é bom].
O que não era “bom” e por quê? Quais são as implicações
desse texto? Gn
2:18
“Disse
mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei
uma auxiliadora que lhe seja idônea.” (Gênesis 2:18 RA)
Deus
havia declarado que todos os aspectos da criação eram “bons”
até o momento em que Ele criou Adão. Naquele momento, Adão era o
único ser humano. Embora tivesse sido feito à imagem de Deus, em
sua solidão ele não podia refletir plenamente essa imagem, que
existe no relacionamento com as outras partes da Divindade. A
Divindade é composta de Pai, Filho e Espírito Santo. Assim, Adão
precisava de alguém como ele com quem pudesse formar um
relacionamento de mútuo amor e cooperação, refletindo o
relacionamento amoroso exemplificado dentro da Divindade.
2.
Leia Gênesis
2:19-21.
Depois de qual ato Deus fez com que Adão dormisse, para, a partir de
sua carne, criar uma esposa? Como o ato anterior pode estar
relacionado com a criação de uma companheira para Adão?
“Havendo,
pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e
todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes
chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse
seria o nome deles. Deu nome o homem a todos os animais domésticos,
às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem,
todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. Então,
o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu;
tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne.” (Gênesis
2:19-21 RA)
Talvez
a chave aqui seja encontrada na última frase do verso
20.
À medida que dava nome aos animais, Adão deve ter notado que eles
passavam em pares, macho e fêmea, diferente dele mesmo, que era uma
criatura singular. Podemos ter certeza de que o Senhor, durante todo
o tempo havia planejado que Adão tivesse uma esposa. Talvez Ele
pretendesse criar um desejo em Adão, a sensação de que faltava
algo em sua existência, o que o faria apreciar muito mais o dom que
o Senhor lhe daria em uma esposa.
Considere
o contraste entre o “bom” do restante da criação, e a
declaração de que não era “bom” no que diz respeito à solidão
de Adão. O que isso indica sobre o valor dos relacionamentos? O que
você pode fazer para fortalecer os valiosos relacionamentos que tem
agora?
Ano
Bíblico: Dt 1–3
|
Uma companheira para Adão
Gênesis
2:20,
texto em que Adão dá nome aos animais, ajuda a revelar a grande
diferença entre os seres humanos e outras criaturas terrestres. Não
havia animal que fosse comparável a Adão. Nem mesmo entre os
macacos havia alguma criatura semelhante a Adão, porque ele não era
semelhante a um macaco. Esse é um ponto importante para lembrarmos,
porque muitos em nossa sociedade promovem a ideia de que os seres
humanos são nada mais do que macacos desenvolvidos. Não somos
macacos, e uma macaca não seria uma companheira mais adequada para
Adão do que seria para nós.
“Deu
nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a
todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava
uma auxiliadora que lhe fosse idônea.” (Gênesis 2:20 RA)
3.
Que significado encontramos no método usado por Deus para criar uma
companheira para Adão? Gn
2:21, 22
“Então,
o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu;
tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela
que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha
trouxe.” (Gênesis 2:21-22 RA)
Assim
como Deus havia formado pessoalmente o corpo de Adão a partir do pó
da terra, Ele formou pessoalmente o corpo de Eva, usando uma das
costelas de Adão. Deus não precisava disso para criar Eva. Ele
poderia tê-la criado como havia criado Adão ou até mesmo trazê-la
à existência por meio da palavra.
Mas Deus tinha um motivo para formar Eva de uma costela de Adão. Se os dois tivessem sido criados de um modo completamente separado, isso poderia indicar que, por natureza, eles eram indivíduos totalmente independentes. Mas a carne compartilhada pelos dois indicava que deviam estar unidos e foram planejados para ser “uma só carne”.
Depois de ser criada, Eva foi levada a Adão para ser sua auxiliadora (v. 18). Ela foi feita de Adão (v. 22) e dada a Adão (v. 22). O processo pelo qual Deus criou Eva mostrou claramente que Ele poderia prover qualquer companheira que Adão necessitasse. Esse ponto se tornou importante mais tarde, quando Adão enfrentou a tentação de se juntar a Eva em comer o fruto, em vez de confiar no cuidado de Deus naquela situação. Adão tinha ampla razão para acreditar que Deus poderia cuidar dele e isso tornou mais grave seu pecado.
“Disse
mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei
uma auxiliadora que lhe seja idônea.” (Gênesis 2:18 RA)
“E
a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa
mulher e lha trouxe.” (Gênesis 2:22 RA)
“E
disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha
carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada.”
(Gênesis 2:23 RA)
Adão
ficou tão maravilhado quando viu Eva que cantou em poesia. Esse é o
primeiro poema na Bíblia e reflete o afeto de Adão por sua esposa e
a intimidade de seu relacionamento. Ela deveria ser igual a ele,
outro aspecto da criação que foi prejudicado pela queda.
Ano
Bíblico: Dt 4–7
|
Casamento
ideal
O
escritor William Faulkner certa vez chamou o casamento de “fracasso”
e escreveu que “a única maneira de encontrar alguma paz nele é
[...] manter a primeira [esposa] e ficar tão longe dela quanto
possível, com a esperança de algum dia sobreviver a ela”. Que
comentário triste sobre o estado de muitos casamentos!
5.
Leia Marcos
10:7-9.
Que texto Jesus citou nessa passagem? Quais
características de um bom casamento podemos encontrar nessas
palavras de Jesus?
“Por
isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher],
e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não
são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não
separe o homem.” (Marcos 10:7-9 RA)
Os
benefícios de deixar os pais a fim de formar um lar com um cônjuge
são tão bem conhecidos que dificilmente precisam ser mencionados.
Problemas com sogros são uma das principais causas de discórdia
conjugal. Um dos primeiros passos a tomar ao estabelecer um lar feliz
é respeitar a independência dos cônjuges pelo estabelecimento de
uma casa separada da casa dos pais, quando possível. Quando não é
possível, a privacidade e intimidade do casamento ainda deve ser
respeitada.
A unidade é outra característica de um bom casamento. Unidade não significa que os dois parceiros devam desistir de pensar por si mesmos, mas que eles devem estar unidos no propósito de fazer o melhor um pelo outro e por sua união.
Jesus também enfatizou a natureza permanente do casamento. O casamento não é um relacionamento casual a ser celebrado ou descartado à vontade. É um compromisso de vida. Os que não estão preparados para se comprometer por toda a vida devem adiar esse passo até que estejam prontos.
“As
mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor;
porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o
cabeça da igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo. Como, porém,
a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em
tudo submissas ao seu marido. Maridos, amai vossa mulher, como também
Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,” (Efésios
5:22-25 RA)
É
privilégio do marido se dedicar à sua esposa no serviço de amor,
como Cristo se entregou pela igreja. Por sua vez, a esposa deve
respeitar o marido e cooperar no trabalho em direção aos objetivos
mútuos. Aqui está a solução para a discórdia que o pecado trouxe
ao relacionamento conjugal. Amor abnegado será retribuído com
amoroso respeito e felicidade mútua. Nossos lares podem ser uma
antecipação do Céu.
Ano
Bíblico: Dt 8–10
|
Protegendo o que é precioso
Um
dos maiores exemplos do amor de Deus pela humanidade pode ser
encontrado na sexualidade humana, que é verdadeiramente um dom
maravilhoso de Deus. No entanto, assim como com todos os dons que
recebemos, ela não vem de modo incondicional. Ou seja, não é algo
que podemos simplesmente usar como quisermos. Deus estabeleceu
algumas regras. Na verdade, Ele é muito claro: a atividade sexual
deve acontecer entre marido e mulher, macho e fêmea, e somente no
contexto do casamento. Qualquer coisa fora disso é pecado.
7.
Leia Mateus
5:27-30.
Considere a seriedade com que Jesus lida com as questões
apresentadas nesse texto. Em última análise, o que está em jogo?
“Ouvistes
que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que
olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já
adulterou com ela. Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o
e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e
não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão
direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém
que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o
inferno.” (Mateus 5:27-30 RA)
Por
mais que gostemos de enfatizar (e com razão) toda a graça e perdão
que Jesus concede aos pecadores, não podemos esquecer os altos
padrões de moralidade que Ele viveu e pregou. É difícil imaginar
como Jesus poderia ter expressado com mais força a advertência
contra a imoralidade sexual, conforme revelada nesses poucos versos.
Arrancar seu olho? Cortar sua mão? Se isso é preciso para ser puro,
então vale a pena. Caso contrário você está em perigo de perder a
vida eterna.
“Se todos quantos professam obedecer à lei de Deus estivessem isentos de iniquidade, meu coração se sentiria aliviado; não o estão, porém. Mesmo alguns que professam guardar todos os mandamentos de Deus são culpados do pecado de adultério. Que posso eu dizer que lhes desperte as amortecidas sensibilidades? Os princípios morais, estritamente observados, tornam-se a única salvaguarda da pessoa” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, p. 621, 622).
Por mais forte que seja a advertência de Jesus, não podemos esquecer a história sobre a mulher apanhada no ato de adultério (Jo 8:1-11). Como podemos alcançar o equilíbrio entre promover as normas sobre as quais Jesus falou nos versos acima e ao mesmo tempo mostrar graça e compaixão para com aqueles que caem, conforme o exemplo dessa história?
“Jesus,
entretanto, foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou
novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado,
os ensinava. Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma
mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio
de todos, disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em
flagrante adultério. E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres
sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? Isto diziam eles tentando-o,
para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na
terra com o dedo. Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e
lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro
que lhe atire pedra. E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever
no chão. Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria
consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais
velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde
estava. Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da
mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores?
Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe
disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais.]”
(João 8:1-11 RA)
Ano
Bíblico: Dt 11–13
|
Casamento
como uma metáfora da igreja
É
bem conhecido entre os estudantes da Bíblia que, tanto no Antigo
quanto no Novo Testamento, o casamento é usado como símbolo do
relacionamento entre Deus e Seu povo da aliança. É por isso que, em
numerosas ocasiões, a Bíblia usa a imagem de uma mulher infiel para
simbolizar a apostasia e infidelidade que prevaleceu no antigo
Israel. Por exemplo, em Êxodo, o Senhor disse aos israelitas que
eles não deveriam entrar em nenhum tipo de relacionamento estreito
com os pagãos ao seu redor, porque os pagãos eram povos muito
perversos que poderiam extraviar Israel.
8.
Leia Êxodo
34:15, 16.
Que imagem o Senhor usa nessa advertência específica? Como isso
pode ser compreendido no contexto do povo de Deus sendo “casado”
com Ele? Leia Jr
3:14
“para
que não faças aliança com os moradores da terra; não suceda que,
em se prostituindo eles com os deuses e lhes sacrificando, alguém te
convide, e comas dos seus sacrifícios e tomes mulheres das suas
filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se com seus
deuses, façam que também os teus filhos se prostituam com seus
deuses.” (Êxodo 34: 15-16 RA)
Ao
mesmo tempo, a imagem da igreja como noiva de Cristo aponta para a
unidade entre os crentes e unidade com Cristo, especialmente quando
compreendida no contexto do ideal bíblico para o casamento: um homem
e uma mulher em um relacionamento amoroso e abnegado.
9.
O que os casais devem aprender com o relacionamento entre Cristo e
Sua igreja? Ef
5:28-32; Ap
19:5-9
“Assim
também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo.
Quem ama a esposa a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a
própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o
faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo. Eis por que
deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e
se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu
me refiro a Cristo e à igreja.” (Efésios 5:28-32 RA)
“Saiu
uma voz do trono, exclamando: Dai louvores ao nosso Deus, todos os
seus servos, os que o temeis, os pequenos e os grandes. Então, ouvi
uma como voz de numerosa multidão, como de muitas águas e como de
fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o
Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque
são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se
ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo,
resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de
justiça dos santos. Então, me falou o anjo: Escreve:
Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do
Cordeiro. E acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus.”
(Apocalipse 19:5-9 RA)
Nesses
textos, o relacionamento ideal de casamento é comparado com a
ligação entre Deus e Seu povo. Deus convida Seu povo para se unir a
Ele em um relacionamento íntimo. Esta é uma imagem maravilhosa do
interesse de Deus em Seu povo e Seu desejo de nos levar à comunhão
com Ele.
Que
escolhas você pode fazer que o levarão para mais perto do Senhor e
do ideal representado no conceito bíblico do casamento? Por que essa
questão está relacionada com as escolhas que somente você pode
fazer?
Ano
Bíblico: Nm 31, 32
|
Estudo adicional
Em
muitos aspectos, uma compreensão adequada da moralidade,
especialmente da moralidade sexual, está claramente ligada à
compreensão adequada das nossas origens. Por exemplo: a filosofia
evolucionista não provê uma base objetiva para nenhuma ligação
entre a atividade sexual e a moralidade. Os animais têm muitos
diferentes tipos de “sistemas de acasalamento”. Algumas espécies
são poligâmicas e muitas são promíscuas. Algumas espécies são,
na maior parte das vezes, monogâmicas, mas estudos genéticos
revelaram que muitas espécies que parecem ser monogâmicas não são
realmente assim. Em muitas espécies, uma fêmea pode dar à luz a um
grupo de descendentes que não são todos gerados pelo mesmo
indivíduo. Sem o padrão objetivo de moralidade dado pelo Criador,
não teríamos nenhuma base para avaliação do comportamento sexual
como sendo moralmente bom ou mau. A pressão atual para aprovar
uniões homossexuais ilustra esse ponto. É somente à luz da criação
que o casamento é devidamente compreendido.
Perguntas
para reflexão
1. Quais são alguns exemplos bíblicos de bons casamentos e lares felizes? Cite alguns exemplos bíblicos de casamentos e lares infelizes. O que podemos aprender com esses dois grupos?
2. Examine a descrição da mulher virtuosa em Provérbios 31:10-31. Qual deve ser o caráter do marido de tal esposa?
3. De que forma sua igreja pode ser um lugar que pode ajudar a confirmar e fortalecer os ideais de casamento? Que coisas práticas podem ser feitas para atingir esse objetivo?
1. Quais são alguns exemplos bíblicos de bons casamentos e lares felizes? Cite alguns exemplos bíblicos de casamentos e lares infelizes. O que podemos aprender com esses dois grupos?
2. Examine a descrição da mulher virtuosa em Provérbios 31:10-31. Qual deve ser o caráter do marido de tal esposa?
3. De que forma sua igreja pode ser um lugar que pode ajudar a confirmar e fortalecer os ideais de casamento? Que coisas práticas podem ser feitas para atingir esse objetivo?
“Mulher
virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias.
O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho.
Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e
linho e de bom grado trabalha com as mãos. É como o navio mercante:
de longe traz o seu pão. É ainda noite, e já se levanta, e dá
mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas. Examina uma
propriedade e adquire-a; planta uma vinha com as rendas do seu
trabalho. Cinge os lombos de força e fortalece os braços. Ela
percebe que o seu ganho é bom; a sua lâmpada não se apaga de
noite. Estende as mãos ao fuso, mãos que pegam na roca. Abre a mão
ao aflito; e ainda a estende ao necessitado. No tocante à sua casa,
não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate. Faz
para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura. Seu marido é
estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da
terra. Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, e dá cintas aos
mercadores. A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto
ao dia de amanhã, não tem preocupações. Fala com sabedoria, e a
instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento
da sua casa e não come o pão da preguiça. Levantam-se seus filhos
e lhe chamam ditosa; seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres
procedem virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas. Enganosa é a
graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa
será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a
louvarão as suas obras.” (Provérbios 31:10-31 RA)
Respostas
sugestivas: 1.
Que o homem estivesse só. O ser humano foi criado para viver em
sociedade; Deus fez o homem para amar e ser amado. 2. Deus trouxe os
animais para que Adão desse nome a cada um deles. Vendo os pares de
animais, o homem sentiu falta de uma companheira. Então o Senhor
criou a mulher. 3. Eva foi feita da costela de Adão. Os dois tinham
a mesma substância e precisavam um do outro. Eva não foi feita a
partir da cabeça nem de uma parte inferior, o que demonstra a
igualdade entre eles. Deus criou o ser humano com Seu toque especial.
4. “Esta, sim, é osso dos meus ossos e carne da minha carne! Ela
será chamada mulher,porque do homem foi tirada”. 5. Gênesis 2:24:
“Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua
mulher, e os dois se tornarão uma só carne”. O bom casamento
envolve independência dos pais, intimidade e compromisso duradouro.
Para Deus, o casamento envolve apenas um homem com uma apenas uma
mulher. 6. Submissão. A vida familiar é uma extensão da vida
espiritual. Amor abnegado. O relacionamento entre marido e mulher
simboliza a ligação entre Deus e a igreja. 7. O que está em jogo é
a santidade, fidelidade e pureza sexual. Para alcançar a vitória,
vale a pena qualquer sacrifício. 8. Prostituição espiritual. Visto
que a nação era casada com o Senhor, o envolvimento com outros
deuses ou com idólatras seria infidelidade espiritual. Deus pode
converter o coração dos rebeldes. 9. Cristo ama a igreja, a
alimenta e dedica-lhe carinho. Ela é o Seu corpo. Assim o marido
deve fazer para com a esposa, tratando-a como ao seu próprio corpo.
A noiva se prepara para o encontro com o Cordeiro. Os casais precisam
se preparar para seu casamento. Felizes serão os participantes das
bodas do Cordeiro e felizes são os que contemplam casamentos
abençoados.
Resumo da Lição 9
Casamento: um presente dado no Éden
“Disse
mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei
uma auxiliadora que lhe seja idônea.” (Gênesis 2:18 RA)
“Então,
o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu;
tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela
que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha
trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne
da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada.
Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher,
tornando-se os dois uma só carne.” (Gênesis 2:21-24 RA)
O
aluno deverá...
Reconhecer: O desígnio original de Deus para o casamento.
Sentir: Reverentemente considerar o que projeto original de Deus significa para o casamento.
Fazer: Procurar usar sua influência pessoal no casamento (e na vida), como Cristo exemplificou em Filipenses 2.
Reconhecer: O desígnio original de Deus para o casamento.
Sentir: Reverentemente considerar o que projeto original de Deus significa para o casamento.
Fazer: Procurar usar sua influência pessoal no casamento (e na vida), como Cristo exemplificou em Filipenses 2.
Esboço
I. Conhecer: Deixar, unir e se tornar uma só carne
A. De acordo com o plano original de Deus, o que deve ocorrer antes do casamento?
B. Qual é o plano original de Deus para a manutenção do casamento?
II. Sentir: Respeito pelo projeto de Deus para o casamento
A. Houve algumas mudanças no projeto original para o casamento a fim de acomodá-lo à condição caída da humanidade. Como o projeto posterior à queda ajuda a incutir respeito pelo casamento?
B. Em Efésios 5, Paulo apresenta princípios para a submissão mútua no casamento. Como marido e mulher devem se submeter um ao outro com igualdade, evitando o sentimento de inferioridade ou a tentação de exercer domínio?
III. Fazer: Humildade diante do Senhor
A. Como você pode usar sua influência pessoal no casamento da maneira exemplificada por Cristo em Filipenses 2?
B. De que forma os princípios exemplificados por Cristo podem ser aplicado a outros aspectos da vida?
Resumo: Antes da queda, Adão e Eva eram parceiros iguais. A partir do Éden, Moisés fez uma inspirada aplicação moral de como devemos entrar no casamento hoje. Há uma ordem fundamental a ser seguida: deixar, unir, e se tornar uma só carne. Paulo explicou o ideal para o casamento após a queda, em Efésios 5, com o conceito da submissão mútua, mas de maneiras diferentes.
Ciclo
do aprendizado
Motivação
Conceito-chave para o crescimento espiritual: O casamento foi feito no Éden com certos parâmetros estabelecidos, destinadas a proteger a nossa felicidade.
Só para o professor: Use os seguintes pontos para ajudar os alunos a compreender que Deus tem um projeto para o casamento, conforme apresentado na criação.
"Por
isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os
dois uma só carne” (Gn
2:24).
Aqui Moisés revelou uma norma moral para entrar no casamento, com
base na ordem da criação divina.
Em primeiro lugar, Moisés disse que o homem deixa seus pais antes de ser unir à sua mulher. Essa condição significa que, antes de se casar, um homem deve estabelecer a independência, demonstrando que pode administrar a sua vida com êxito. Se ele não pode administrar a si mesmo, como pode administrar um casamento?
Em segundo lugar, ele se une à sua mulher. A palavra hebraica é usada em referência à pele se unindo ao corpo, o que denota um vínculo forte, permanente. Mas, quando esse vínculo permanente é plenamente estabelecido? No momento do casamento. O noivado não é um relacionamento permanente, pois ele sempre termina, seja numa ruptura ou no casamento.
Finalmente, uma vez que a permanência seja estabelecida, pode ser acrescentado ao relacionamento o elemento seguinte: Eles se tornarão "uma só carne". É difícil dizer não ao desejo antes do estabelecimento da permanência, mas a força da disciplina necessária para esperar é a mesma de que necessitamos para fazer o casamento funcionar por toda a vida. A falha em estabelecer essa disciplina antes do casamento enfraquece a capacidade de manter uma união permanente após o casamento. O desígnio de Deus é que o casamento seja uma representação da imagem dEle, ilustrando a permanente unidade da Trindade segundo a qual somos criados.
Pergunta de abertura: Quando era criança, você já arruinou o seu Natal, ao não esperar para abrir os presentes? Não esperar quando devemos esperar diminui a alegria de experimentar aquilo que esperamos? Você se lembra de outros exemplos em que as coisas foram arruinadas porque não foram esperadas?
Compreensão
Só para o professor: Transmita aos alunos a ideia de que Deus criou o casamento para ser um relacionamento mutuamente altruísta, humilde e amoroso. Marido e mulher não foram feitos para dominar um ao outro.
Comentário Bíblico
Ao
criar Eva, Deus fez uma "auxiliadora [...] idônea" a Adão.
Que tipo de "auxiliadora" Eva deveria ser? As palavras
hebraicas significam uma auxiliadora que é correspondente a alguém,
no mesmo nível. Isso mostra que Eva deveria ser igual a Adão na
ordem da criação. (Ellen G. White também aceita esse ponto de
vista; leia O
Lar Adventista,
p. 25, ePatriarcas
e Profetas,
p. 46.)
Mas, com o pecado surgiu uma mudança. Foi dito a Eva: "O teu desejo será para o teu marido”. O texto apenas afirma que ela deveria ser subordinada ao marido. Eva não foi subjugada ao homem, em geral, pois o texto aborda apenas a questão da administração familiar. Ele não aborda o relacionamento entre os gêneros em geral. No entanto, Ellen G. White observa que, "Se os princípios ordenados na lei de Deus tivessem sido acariciados pela raça decaída, esta sentença, se bem que proveniente dos resultados do pecado, teria se mostrado uma bênção para a humanidade; mas o abuso da supremacia assim dada ao homem tem tornado a sorte da mulher mui frequentemente bastante amarga, fazendo de sua vida um fardo" (O Lar Adventista, p. 115). O que significa, então, esse verso (Gn 3:16) sobre a subordinação?
Paulo aceitou a ordem da criação e, em Efésios 5, explicou o ideal para o casamento após a queda. Em primeiro lugar, ele nos chama a praticar a submissão mútua, "sujeitando-[nos] uns aos outros no temor de Cristo" (v. 21). No entanto, marido e mulher serão submissos de maneiras diferentes. O verso 22 continua o pensamento de Paulo, dizendo literalmente: "As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor”. Paulo abordou diretamente a esposa, como ele fez em Colossenses 3:18, onde ele ainda advertiu que a mulher deveria determinar quando a submissão é adequada. Ao abordar a mulher diretamente, Paulo estava solicitando a submissão voluntária da mulher, como igual, e não a subserviência involuntária de alguém inferior. Paulo nunca chamou os maridos para supervisionar a submissão de suas esposas. Sendo assim, como o marido deve se submeter à sua esposa?
Paulo explicou isso em Efésios 5:25-29. O marido não é chamado para governar sua esposa, mas para amá-la como Cristo ama a igreja. Cristo ama a igreja com um amor abnegado e que se esvazia. Em vez de usar a Sua divindade para dominar a igreja, Ele "antes, a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo" (Fp 2:7). Para Paulo, Filipenses 2 é um código de ética para o comportamento cristão. Portanto, assim como Cristo Se esvaziou de Seus direitos e privilégios divinos para nos servir abnegadamente, no casamento o marido é chamado a fazer o mesmo com sua esposa. As necessidades e bem-estar dela devem ser mais importantes para ele do que seus próprios privilégios e conveniências.
Esse é o tipo de marido a quem uma mulher pode seguramente se submeter! O ideal de Deus é que ambas as partes se submetam uma à outra, mas de maneiras diferentes. Quando praticada corretamente, essa ordenança posterior à queda tornará o casamento uma bênção para os cônjuges.
Pense nisto: Deus nunca pretendeu que marido e esposa exercessem poder egoísta ou tirano sobre o outro, mesmo após a queda. Sua forma de usar a influência pessoal reflete o exemplo de Cristo em Filipenses 2?
Aplicação
Só para o professor: O plano de Deus para o casamento não deve humilhar nem degradar o seu cônjuge.
Perguntas
para testemunho:
1. Em Efésios 5, o que significa atualmente a submissão mútua para os maridos e esposas?
2. Por que Paulo não instrui os maridos a dirigir suas esposas na área da submissão mútua?
3. Paulo aplica os princípios de Filipenses 2:5-7 como código geral de ética para os cristãos seguirem (leia 1Co 9, por exemplo, que afirma que Paulo tem direitos, mas se recusa a exercê-los, a fim de alcançar objetivos mais nobres).Efésios 5 aplica essa ética especialmente aos maridos, embora a mulher não esteja excluída.
4. Como você pode ser mais abnegado e se esvaziar mais na maneira de usar sua influência pessoal com o seu cônjuge, filhos e comunidade?
1. Em Efésios 5, o que significa atualmente a submissão mútua para os maridos e esposas?
2. Por que Paulo não instrui os maridos a dirigir suas esposas na área da submissão mútua?
3. Paulo aplica os princípios de Filipenses 2:5-7 como código geral de ética para os cristãos seguirem (leia 1Co 9, por exemplo, que afirma que Paulo tem direitos, mas se recusa a exercê-los, a fim de alcançar objetivos mais nobres).Efésios 5 aplica essa ética especialmente aos maridos, embora a mulher não esteja excluída.
4. Como você pode ser mais abnegado e se esvaziar mais na maneira de usar sua influência pessoal com o seu cônjuge, filhos e comunidade?
Criatividade
Só para o professor: A obediência às normas divinas em um mundo pecaminoso não garante que todos os casamentos assim fundamentados automaticamente terão sucesso. A praga do pecado e a função do livre-arbítrio impedem um resultado garantido, mas a obediência aumenta suas chances de sucesso.
Atividade
para discussão: Como
deve ter sido o casamento antes da entrada pecado? Que princípios
devem ter governado o relacionamento? O que um casal pode fazer hoje
para refletir esses princípios?
Nenhum comentário:
Postar um comentário